McCain chega ao México para defender livre comércio

CIDADE DO MÉXICO, México - O candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, John McCain, chegou ao México na quarta-feira a fim de defender o livre comércio depois de sua visita à Colômbia ter coincidido com a ousada libertação de 15 reféns sequestrados por uma guerrilha esquerdista.

Reuters |

McCain, que enfrentará o democrata Barack Obama nas eleições de 4 de novembro, usou sua breve visita à região para chamar atenção para as diferenças existentes entre ele e seu concorrente, que se opõe à assinatura de um acordo de livre comércio com a Colômbia.

O republicano, na mesma época, adotou medidas para melhorar a estrutura de seu comitê de campanha nos EUA, colocando o estrategista Steve Schmidt no segundo posto mais alto de sua assessoria. Schmidt trabalhou como dirigente da campanha do atual governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, e como assessor do governo do presidente George W. Bush.

Alguns especialistas viram na manobra uma tentativa de afastar os temores surgidos entre os republicanos de que a campanha de McCain carecia de uma mensagem consistente.

A campanha do candidato no exterior para que o Congresso norte-americano aprove o tratado de livre comércio com a Colômbia oferecia seus riscos políticos, já que os eleitores de alguns Estados importantes na batalha presidencial, entre os quais Ohio e Michigan, criticam políticas que permitiram a empresas enviar vagas de trabalho para lugares onde a mão-de-obra é mais barata.

O presidente colombiano, Álvaro Uribe, ligou para McCain durante o vôo dele em direção à Cidade do México para confirmar que soldados haviam resgatado a franco-colombiana Ingrid Betancourt, três norte-americanos e outros 11 reféns das mãos da guerrilha de esquerda Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Uribe e seu ministro da Defesa puxaram de lado McCain e dois senadores que o acompanhavam para informar-lhes, na terça-feira à noite, a respeito dos planos de resgate, disse o candidato.

'Essa é uma notícia muito boa', afirmou McCain a repórteres a bordo de seu avião. 'Agora, renovaremos nossos esforços para libertar todos os outros, todas as pessoas inocentes mantidas reféns ilegalmente.'

Em uma entrevista coletiva anterior, McCain tinha pedido a libertação dos reféns mantidos pelas Farc. Mas o candidato enfatizou, a bordo de seu avião, que o momento da operação militar na Colômbia não tinha relação nenhuma com a visita dele.

No México, McCain deve encontrar-se na quinta-feira com o presidente Felipe Calderón a fim de conversar sobre o comércio bilateral e sobre a imigração.

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