McCain aproveita decisão judicial sobre armas para atacar Obama

Por Steve Holland CINCINNATI, Estados Unidos (Reuters) - John McCain, candidato republicano à Casa Branca, acusou na quinta-feira seu rival do Partido Democrata, Barack Obama, de mudar de opinião a respeito da proibição de armas na capital do país e disse que esse comportamento é típico do senador de Illinois.

Reuters |

Uma aliada de Obama respondeu afirmando não ser honesto da parte de McCain fazer essa acusação porque o próprio republicano havia mudado de lado 'mais vezes do que uma panqueca'.

A Suprema Corte norte-americana resolveu na quinta-feira, por quatro votos contra cinco, que os cidadãos norte-americanos têm o direito de possuir armas, derrubando assim uma lei de controle de armas vigente em Washington.

Em fevereiro, Obama havia dado apoio à proibição de armas na capital norte-americana.

No entanto, depois do anúncio da sentença da Suprema Corte, o democrata afirmou concordar com essa decisão.

'Eu sempre disse acreditar que a Segunda Emenda é um direito individual', afirmou Obama ao canal Fox Business News, referindo-se à emenda constitucional que concede aos norte-americanos o direito de portar armas.

'E essa foi essencialmente a decisão que a Suprema Corte tomou. O órgão também reconheceu que, apesar de todo indivíduo ter o direito de portar armas, esse direito pode ser limitado por leis sensatas e razoáveis de controle de armas', afirmou.

McCain identificou uma mudança de postura da parte de seu adversário nas eleições presidenciais de novembro.

'Tudo o que posso dizer é que essa é uma longa série de mudanças de posição', disse.

O republicano também foi acusado de alterar suas opiniões, no caso mais recente quando, na semana passada, declarou apoio aos esforços para acabar com a proibição de extrair petróleo nas águas marítimas dos EUA.

Atrás nas pesquisas, McCain ataca

A deputada democrata Debbi Wasserman Schultz contestou McCain, afirmando que Obama sempre defendeu o direito de cada um de portar armas.

'No caso do senador McCain, o rei das mudanças de lado, que mudou de lado mais vezes do que uma panqueca, não cabe a ele fazer acusações desse tipo,' afirmou a congressista.

A estratégia de McCain consiste em pintar o adversário como alguém que adota idéias segundo as conveniências políticas do momento.

O republicano está atrás de Obama nas pesquisas nacionais de intenção de voto e nas pesquisas feitas em vários Estados cruciais, como Ohio, um dos fatores decisivos nas últimas duas eleições presidenciais.

Muitos candidatos à Presidência norte-americana adotam posturas mais centristas depois de vencer as prévias de seus partidos.

O senador republicano Sam Brownback, aliado de McCain, afirmou acreditar que Obama caminhava rumo ao centro do espectro político.

'Isso parece refletir um desejo de, quando a campanha deixa de ser intrapartidária para ser nacional, adotar posturas mais conservadoras', disse Brownback.

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