Longa disputa entre Obama e Hillary preocupa Partido Democrata

Os dirigentes democratas começam a se preocupar sobre sua capacidade para enfrentar o republicano John McCain nas eleições presidenciais americanas, num momento em que Barack Obama se aproxima da indicação mas Hillary Clinton não dá sinais de desistência.

AFP |

Existem temores de que a dura e longa disputa entre Obama e Hillary, com outras consultas pela frente, deixem o partido despreparado para as eleições.

O legislador Rahm Emanuel, um dos arquitetos da vitória que permitiu aos democratas tomar controle do Congresso em 2006, disse à National Public Radio que até o final de maio "vamos ter nosso candidato e vamos ter um partido unido".

Contudo, Emanuel, um dos quase 800 "superdelegados" com direito a escolher o candidato democrata, disse que irá depender muito de como o eventual derrotado assuma sua derrota.

A história respalda o ponto de vista do legislador. Em 1976, o Ronald Reagan lutou na convenção republicana e deixou o presidente Gerald Ford demasiado fraco para a reeleição. Quatro anos depois, o senador Edward Kennedy fez o mesmo com o presidente Jimmy Carter, que logo foi derrotado por Reagan.

O perdedor da épica campanha das primárias deste ano "terá um papel essencial na união do partido e na preparação para a mais importante eleição dos últimos 50 anos", disse Emanuel.

Obama confia na vitória, após seu triunfo na Carolina do Norte e da apertada vitória de Hillary em Indiana.

Esse resultado deixou o senador por Illinois a apenas 183 delegados para os 2.025 necessários para obter a nomeação.

Contudo, a ex-primeira-dama não dá sinais de que irá desistir e tudo indica que irá continuar na disputa até o final.

"Continuo na disputa até que haja um candidato" designado, disse Hillary na Virgínia Ocidental (leste), pequeno Estado rural dos Apalaches onde espera vencer as primárias da próxima terça-feira.

"Irei trabalhar o mais duro possível para ser a candidata", acrescentou.

George McGovern, uma respeitada personalidade democrata e candidato à presidência em 1972, que indicou seu apoio à Hillary em outubro, pediu que a senadora retire seu nome da corrida presidencial em prol da unidade do partido.

Por sua vez, o presidente do Partido Democrata, Howard Dean, criticou, na rede MSNBC, o rival republicano, John McCain.

"Veja, Jonh McCain é um desastre para o país. Ele é o terceiro mandato de Bush. Ele se equivocou no Iraque. Se equivocou nos seguros de saúde. Se equivocou na economia. Essas são as coisas que as pessoas realmente consideram nesta eleição", afirmou.

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