De que lado estão?, que culpa o candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, e seus correligionários pelo fracasso da reforma migratória." / De que lado estão?, que culpa o candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, e seus correligionários pelo fracasso da reforma migratória." /

Jornais americanos criticam anúncios eleitorais de Obama e McCain

MIAMI - O jornal The New York Times foi o último a acusar o republicano John McCain de mentir em anúncios como http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2008/09/16/em_espanhol_mccain_critica_a_politica_de_obama_para_imigracao_1847946.html target=_topDe que lado estão?, que culpa o candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, e seus correligionários pelo fracasso da reforma migratória.

EFE |

Para o periódico, esse comercial é uma "flagrante distorção" que se soma a outros fatos polêmicos que colocam em xeque a honestidade do aspirante republicano à Casa Branca.

Os republicanos insistem que o democrata aumentará os impostos de quase todo o mundo, apesar de grupos independentes afirmarem que os cortará para 80% das famílias.

A campanha de McCain afirma que Obama "votou a favor de aumentar os impostos de pessoas que ganham US$ 42 mil ao ano" para explicar suas alegações.

McCain também destaca que sua companheira de chapa, Sarah Palin, se opôs à ponte que se tornou símbolo do desperdício de dinheiro público que a governadora do Alasca só rejeitou quando ficou evidente que se tratava de um lastro político e um fracasso.

"Quando se tornou governadora, Palin examinou os novos fatos e concluiu que o projeto era caro demais e um péssimo uso dos dólares dos contribuintes", afirma a campanha de McCain.

A obra buscava unir a localidade de Ketchikan a uma ilha de 50 habitantes e tinha um custo de US$ 400 milhões.

Richard Cohen, colunista do jornal "The Washington Post" , lembra hoje as deturpações em dois anúncios recentes nos quais se sugere que Obama comparou Palin a um porco e apoiou a educação sexual explícita para crianças que estão na creche.

"Alguém pode passar batom em um porco, mas ele continuará sendo um porco", disse Obama na semana passada.

Com este refrão popular, ele tentava dizer que, por mais que McCain e Palin enfeitem suas políticas, essas são as mesmas do presidente americano, George W. Bush.

Obama não disse estar se referindo a Palin, que brincou recentemente sobre que a única diferença entre uma mãe como ela e um cachorro de raça pit bull era o batom.

Lugares que se encarregam da verificação de dados como PolitiFact também criticaram Obama por dizer coisas como que McCain tinha prometido continuar o conflito no Iraque durante 100 anos.

O que McCain disse na verdade foi que os Estados Unidos poderiam precisar manter suas bases militares no país por esse tempo.

A imprensa culpa os dois lados nessa disputa, mas McCain sai perdendo.

"O anúncio sobre educação sexual distorce as políticas de Obama", afirmava uma manchete publicada na semana passada pelo "New York Times". "O comercial sobre educação de McCain é desonesto, enganoso", dizia o "Washington Post".

McCain se viu entre a cruz e a espada na semana passada durante seu comparecimento no programa televisivo matutino "The View", no qual uma das apresentadoras, Joy Behar, pediu que prestasse contas sobre seus polêmicos anúncios.

"Sabemos que esses dois anúncios não são certos", disse Behar em referência ao comercial do batom e ao da educação sexual. "São mentiras", acrescentou. "Na verdade, não são mentiras", replicou McCain.

Cohen, o colunista do "Washigton Post", responde que sim, são mentiras, e lamenta que McCain, um político com fama de honrado, tenha sucumbido às piores tentações da política .

Alguns em seu partido, como Karl Rove, o ex-assessor da Casa Branca que orquestrou as vitórias de Bush, acham também que McCain e seus assessores estão perdidos.

"McCain se excedeu um pouco em alguns de seus anúncios ", disse no domingo Rove.

Hessy Fernández, porta-voz de McCain, defendeu hoje a campanha do senador e insistiu em que, "ao contrário de Barack Obama, John McCain e Sarah Palin têm uma trajetória de reforma e de pôr o benefício do país acima de tudo".

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