John McCain participará de debate com Barack Obama na noite desta sexta-feira

WASHINGTON - O candidato republicano à Casa Branca, John McCain, confirmou na manhã desta sexta-feira que participará do debate marcado para as 22h de hoje (horário de Brasília) com o também candidato à presidência dos Estados Unidos, o democrata Barack Obama. A informação foi divulgada pelo assessor Brian Rogers. Será o primeiro de três debates que podem ajudar a decidir a disputa pela Casa Branca.

Redação com agências |

Brian Rogers, porta-voz da campanha de McCain, disse em comunicado que depois do debate em Oxford, Mississipi, McCain retornará a Washington para retomar as negociações sobre o plano de ajuda ao setor financeiro.

O senador pelo Arizona usou a crise financeira para cancelar todos os seus atos eleitorais e pedir o adiamento do debate presidencial, algo que seu oponente político se recusou a aceitar . Essa situação de incerteza na campanha foi aprofundada na quinta-feira com o fracasso das negociações sobre o plano .

McCain e Obama chegaram a ir até Washington ajudar na negociação do pacote proposto por Bush, que enfrenta dificuldades para ser aprovado no Congresso ( veja os argumentos pró e contra o plano de resgate ).

McCain acredita, porém, segundo Rogers, que as negociações em Washington tiveram "avanço significativo" e isso permite a ele ir até Oxford, Mississippi, para participar do primeiro debate televisionado desta campanha.

Nesta sexta-feira, os preparativos continuaram no Mississipi, apesar de McCain ter dito, na quarta-feira, que não iria ao debate caso as negociações em torno de um plano de US$ 700 bilhões para resgatar o setor financeiro não estivessem concluídas. 


Local em que será realizado o debate nesta noite é preparado / AP


Política externa e economia: os assuntos da noite

As campanhas antecipam que a crise econômica no país vai mesmo vir à tona no encontro entre os "presidenciáveis", embora insistam que os pontos fortes da noite serão a política externa e a segurança nacional.

"Ouviremos falar muito do impacto desta crise financeira global na segurança nacional dos Estados Unidos", declarou Dennis McDonough, assessor de Obama em política externa. "Evidentemente, os EUA não podem ser a potência internacional que foram até agora sem ter uma economia forte", acrescentou.

O assessor acha que o Iraque também será outro assunto em pauta, assim como a política externa da atual Casa Branca, que McDonough insistiu em associar a McCain.

Já Kori Schake, assessora de política externa de McCain, disse que o debate vai "ressaltar as verdadeiras diferenças em política externa" entre os dois candidatos. Segundo Schake, as três maiores diferenças têm a ver com o Iraque, o comércio exterior e o trato com aliados e inimigos.

Para a assessora, as divergências no Iraque vão além do apoio e da oposição de McCain e Obama à guerra. "Vai além do próprio Iraque e tem a ver com como ganhar guerras e usar a força militar de forma eficaz", especificou.

Em comércio exterior, Obama tem uma postura mais protecionista que McCain, e nas relações internacionais diz estar disposto a dialogar, depois de sérios preparativos, com líderes de países como Irã e Cuba, o que McCain se recusa a fazer.

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