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Imprensa oficial cubana questiona mudança sob Obama

HAVANA - Os meios de comunicação cubanos, todos oficiais, destacam hoje o triunfo do democrata Barack Obama nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, mas põem em dúvida que represente realmente a mudança.

EFE |

O tablóide "Granma", porta-voz oficial do governante Partido Comunista, dedica à eleição americana uma de suas oito páginas e um quadro em primeira plano, ambos com o título "Obama à Casa Branca", mas sob a foto do futuro presidente pergunta: "O candidato da mudança?".

Acrescenta que Obama chegou ao pleito de terça-feira "com o respaldo da classe dominante dos Estados Unidos" e "da maioria do 'establishment' democrata".

Sobre o derrotado candidato republicano, John McCain, o "Granma" comenta que "a explosão da crise financeira representou o fim da linha" para suas aspirações.

A agência estatal "Prensa Latina" destacou que Obama "será o primeiro afro-descendente a ocupar a primeira magistratura" de seu país, "que herda com suas principais estatísticas no vermelho e enormes desafios".

Os discursos de Obama "foram os mais ousados ao abordar assuntos domésticos e de política externa, embora sem sair dos limites do chamado 'establishment'", afirmou.

O jornal "Juventud Rebelde" abre com o título "Barack Obama, presidente dos Estados Unidos", e segue com o subtítulo "John McCain lhe concede o triunfo em discurso em que chamou à unidade", e destaca que foram as eleições mais custosas dos EUA (US$ 2,4 bilhões).

Toda a imprensa noticiários da ilha publicou ontem um artigo do convalescente ditador cubano Fidel Castro, no qual ele voltou a louvar a Obama e atacar a McCain.

A pauta que segue hoje a imprensa oficial marcou o ex-presidente de 82 anos, ao advertir que o líder eleito "apóia seu sistema e se apoiará nele".

"A preocupação com os problemas do mundo não ocupa realmente um lugar importante na mente de Obama, e muito menos na do candidato que, como piloto de guerra, descarregou dezenas de toneladas de bombas sobre a cidade de Hanói (...) sem remorso algum de consciência", escreveu Castro -ele próprio um promotor de execuções.

Não se conhecem até agora reações oficiais do Governo chefiado, desde fevereiro, por seu irmão, o general Raúl Castro.

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