Imprensa americana dividida sobre debate entre Palin e Biden

Os principais jornais americanos fizeram nesta sexta-feira julgamentos bastantes divergentes sobre o debate da véspera entre os candidatos à vice-presidência, Sarah Palin e Joe Biden, deixando claro que nem a republicana nem o democrata conseguiram venceur claramente aos olhos da opinião pública.

AFP |

O Wall Street Journal considera que a governadora do Alasca "fez mais do que se defender", mencionando a política externa frente a seu adversário, que preside a comissão de Relações Exteriores do Senado, e "marcou pontos, pelo menos sobre o Iraque e o Afeganistão".

O diário econômico conservador indica que Palin "se mostrou digna da arena nacional" tanto durante o debate quanto em seu discurso de aceitação durante a convenção republicana, no início de setembro.

"Deixem Palin ser ela mesma e, se ela cometer um erro, como acontece com todo candidato, isso não dará espaço a um julgamento épico sobre sua capacidade de ser vice-presidente", insiste o WSJ.

Já o New York Times se mostra duro em relação à candidata .

"O debate não mudou a verdade essencial da candidatura de Palin: McCain fez uma escolha ousadamente irresponsável, que desfez a imagem que foi criada, a de um homem honesto, moderado, com muita de experiência, com julgamento e princípios", considera o jornal.

"Após uma série de entrevistas cheias de gafes que suscitaram sérias dúvidas, até mesmo entre os conservadores, quanto a sua capacidade de ser vice-presidente, Palin não tinha muito a dizer, apenas uma ou duas coisas sensíveis e evitar uma grande gafe que decidiria o resultado da eleição", acrescentou o NYT.

"Com base nesse critério, e segundo esse critério apenas, a governaredora do Alasca se saiu bem", concluiu o jornal.

O Washington Post analisou os dois adversários de forma mais crítica.

"Isso é uma medida das baixas expectativas para o debate vice-presidencial da noite passada que foi, no final das contas, mais uma discussão superficial cheias de evasivas e descaracterizações, que foi visto como uma boa notícia pela governadora Sarah Palin e pelo senador Joseph Biden", indicou.

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