Hillary e Obama trocam acusações de negativismo na campanha

Por Jeff Mason BETHLEHEM, Estados Unidos (Reuters) - Dois dias antes de uma importante votação para a definição do candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama e Hillary Clinton fizeram campanha neste domingo na Pensilvânia e a ex-primeira-dama conseguiu o apoio de um de seus mais ferrenhos críticos.

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As primárias de terça-feira ajudarão a decidir o candidato democrata que enfrentará o republicano John McCain na eleição presidencial de novembro e são as primeiras em seis semanas. O pleito será um grande teste na corrida pela indicação do partido.

Hillary, senadora por Nova York, lidera as pesquisas no Estado, mas Obama, senador por Illinois, diminuiu nas últimas semanas a diferença, que já foi de dois dígitos.

Com menos de 48 horas para a votação, os dois se dedicaram vigorosamente a fazer campanha no Estado. Um acusou o outro de estar fazendo uma campanha negativa.

Em um encontro na prefeitura de Reading, Obama disse que Hillary acredita na 'política de Washington do dizer qualquer coisa, fazer qualquer coisa, dirigida por interesses -- assim é como tem que ser, assim é como o jogo é jogado'.

'Então você deve elegê-la para ser sua indicada porque ela esteve mais tempo em Washington e sabe jogar melhor', disse Obama, acrescentando que ele é um candidato diferente.

Mas em um comício em Bethlehem, Hillary diz que Obama é quem estava negativo desde o debate na Filadélfia, ocorrido na última semana.

'Não é surpresa que meu oponente esteja tão negativo nos últimos dias de campanha, porque eu acho que vocês viram... a grande diferença entre nós', afirmou. 'É realmente uma escolha de liderança. Eu estou oferecendo uma liderança com a qual vocês podem contar.'

Hillary, que ao lado de seu marido e ex-presidente Bill Clinton foi alvo de muitas investigações dos conservadores quando ingressou na Casa Branca, em 1993, foi defendida neste domingo pelo jornal Pittsburgh Tribune-Review, cujo publisher, Richard Mellon Scaife, realizou muitas dessas acusações.

O jornal mencionou as ações e a experiência de Hillary ao fazer sua escolha no voto dos democratas, mas também citou a boa vontade da candidata em sentar-se para uma entrevista com o conselho editorial do veículo.

'A decisão de Hillary de sentar-se com o conselho foi corajosa, dada a nossa já longa crítica a ela. Isso não é pouca coisa. Coragem política é essencial a um presidente. Hillary mostrou que tem. Obama, não', afirmou o jornal.

(Reportagem adicional de Caren Bohan e Thomas Ferraro)

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