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Hillary diz estar decepcionada com envio de TLC com Colômbia ao Congresso

WASHINGTON - A senadora democrata e aspirante presidencial Hillary Clinton disse hoje estar decepcionada com a decisão do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, de http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2008/04/07/bush_envia_ao_congresso_tratado_de_livre_comercio_com_a_colombia_1262031.htmlenviar ao Congresso o Tratado de Livre-Comércio (TLC) com a Colômbia, e reiterou que votará contra o mesmo.

EFE |

Cercado de vários membros de seu Gabinete, Bush assinou hoje de manhã a carta que envia ao Congresso a legislação para a implementação do TLC com a Colômbia, com o que se inicia o prazo de 90 dias para que o Legislativo o submeta a votação sem qualquer alteração.

A decisão de Bush gerou imediatamente reações a favor e contra por parte de vários líderes do Congresso, assim como de alguns dos aspirantes presidenciais.

"Disse de maneira consistente durante vários meses que me oponho a assinar qualquer tratado de comércio com a Colômbia enquanto a violência contra os sindicalistas continue, e enquanto os perpetradores não sejam levados à justiça", disse a ex-primeira-dama em comunicado.

Os democratas se opõem ao TLC porque consideram que a Colômbia não fez o suficiente em favor dos sindicalistas e defensores dos direitos humanos.

De acordo com a senadora democrata por Nova York, os EUA devem impulsionar acordos comerciais "que promovam os direitos humanos e os direitos trabalhistas, e que não deixem passar por cima os atrozes abusos".

"Eu votarei contra o acordo de livre-comércio com a Colômbia do presidente (Bush), e faço um apelo a meus colegas no Senado para que façam o mesmo", ressaltou.

A senadora fez essas declarações um dia depois da renúncia de seu principal estrategista eleitoral, Mark Penn, após a polêmica gerada por seus contatos com o Governo da Colômbia sobre o TLC.

Seu adversário na disputa, o senador por Illinois Barack Obama, também se opõe ao TLC com a Colômbia, assinado há 16 meses, mas sua campanha ainda não publicou uma reação ao respeito.

Já o senador pelo Arizona e candidato presidencial republicano John McCain disse em comunicado que apóia "firmemente" o pacto comercial e pediu a seus correligionários que o ratifiquem com rapidez.

O candidato republicano considera que os argumentos econômicos a favor do TLC são "contundentes", já que, entre outros benefícios, permitirão a exportação livre de tarifas de 80% dos produtos dos EUA à Colômbia.

Além disso, os argumentos estratégicos são ainda mais convincentes, pois, afirmou, o TLC ajudará a gerar empregos e alternativas econômicas à violência na Colômbia, e permitirá afiançar as conquistas desse país sob o mandato do presidente Álvaro Uribe.

Mas a hierarquia democrata no Congresso não compartilha desse otimismo.

Em comunicado conjunto, a presidente da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, e o presidente do poderoso Comitê de Meios e Arbítrios, Charles Rangel, reiteraram sua oposição ao TLC e exigiram novamente a extensão de um programa federal que beneficie os americanos prejudicados pela concorrência exterior.

Também enfatizaram que a decisão "sem precedentes" de Bush de ignorar os protocolos estabelecidos, "é contraproducente e põe em risco as possibilidades de que se ratifique" o pacto.

O Executivo tem como meta que o Congresso vote o TLC até 26 de setembro, segundo a representante de Comércio Exterior, Susan Schwab.

Também hoje, o Governo da Colômbia confiou em que o presidente americano possa conseguir no Congresso os votos necessários para a aprovação do TLC assinado por ambos os países.

"É muito provável que os votos estejam ali ou que possam ser obtidos", disse o ministro de Comércio, Indústria e Turismo colombiano, Luis Guillermo Plata.

O próprio Uribe pediu hoje ao Congresso americano que olhe "os problemas presentes e sua evolução favorável".

"Quero fazer chegar esta mensagem ao Congresso dos Estados Unidos: peço para que olhe os problemas presentes e a evolução favorável que vem ocorrendo na Colômbia", disse Uribe em rápida declaração em Segóvia (noroeste), na qual liderou um conselho de segurança.

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