Hillary Clinton em desvantagem antes da primária na Pensilvânia

Más notícias se acumulam para a pré-candidata democrata Hillary Clinton a menos de uma semana da primária da Pensilvânia, que a ex-primeira-dama americana é obrigada a vencer com ampla vantagem para se manter viva na disputa para chegar à Casa Branca.

AFP |

Atualmente em desvantagem na luta pré-eleitoral em relação ao seu rival Barack Obama, Hillary precisa ganhar por uma boa diferença a primária de 22 de abril na Pensilvânia e logo depois a primária da Indiana, prevista para o dia 6 de maio, para continuar no páreo.

No entanto, as últimas pesquisas de diversos institutos apontam uma disputa acirrada entre os dois democratas. Na Pensilvânia Hillary aparece como vencedora, mas com uma margem de apenas cinco a seis pontos. Essa vantagem é considerada muito fraca para que ela consiga relançar sua campanha presidencial, de acordo com analistas.

Em uma pesquisa publicada nesta quarta-feira pelo jornal Los Angeles Times, Obama sairia vencedor em Indiana. O senador pelo Illinois também é favorito nas pesquisas para a primária na Carolina do Norte, prevista para o mesmo dia, 6 de maio.

Outra enquete realizada pelo Washington Post e a rede ABC News indica que 62% dos eleitores democratas acreditam que Obama tem maiores chances de ganhar as eleições em novembro, contra 31% que acreditam em Hillary.

Para complicar ainda mais a situação, a confiança na senadora de Nova York está diminuindo. Segundo essa mesma enquete, 54% dos americanos têm uma opinião desfavorável sobre Hillary, 14 pontos a mais que em janeiro. As opiniões negativas sobre Obama atingiram 39%, nove pontos a mais que em janeiro.

De acordo com 58% dos entrevistados, Hillary não é "honesta nem digna de confiança".

A disputa entre os dois pré-candidatos democratas beneficia o candidato republicano John McCain. Em duelo com Obama, o democrata é dado como vencedor, com 49% contra 44% dos votos, mas perdeu três pontos em relação a março, enquanto que McCain ganhou quatro.

O senador do Arizona é considerado vencedor em uma disputa com Hillary, 48% a 45%, enquanto que há um mês a ex-primeira-dama tinha uma vantagem de seis pontos, 50% contra 44%.

Os democratas entrevistados pela ABC News e o Washington Post desaprovaram o tom "negativo" da campanha entre os dois rivais democratas e culparam Hillary por essa situação.

Ambos os candidatos democratas têm a oportunidade de mudar o rumo da decisão em um debate transmitido pela televisão, o 21º desta campanha, previsto para esta quarta-feira à noite.

No entanto, o porta-voz de Hillary, Howard Wolfson, deixou claro que uma trégua entre os dois está fora de questão.

Consultado pela rede MSNBC, Wolfson voltou a criticar os comentários de Obama, quando denunciou o "ressentimento" dos habitantes das pequenas cidades afetadas pela crise.

Obama considerou que a crise econômica levou os moradores de pequenas cidades a se "apegarem" à religião, às armas de fogo e a idéias xenófobas.

Hillary e McCain calculam que Obama deu provas de "elitismo" a partir de suas declarações e Wolfson considerou que suas palavras "ofenderam a muitas, muitas pessoas".

Obama, que até agora venceu em mais estados do que Hillary, leva vantagem nos delegados para a convenção democrata (1.643 contra 1.507). Na Pensilvânia estão em jogo os 158 delegados distribuidos proporcionalmente.

Como a diferença será apertada, dificilmente qualquer um dos dois conseguirá o número necessário de delegados para assegurar a candidatura (2.025 de um total de 4.049).

Nestas condições, seriam determinantes os votos de aproximadamente 800 "superdelegados", dirigentes do partido e legisladores democratas, que são livres para apoiar quem quiserem.

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