Hillary chega endividada às primárias da Pensilvânia

WASHINGTON - A campanha de Hillary Clinton à presidência dos Estados Unidos começou abril no vermelho, e ela chega às primárias de terça-feira na Pensilvânia com uma arrecadação bem inferior à do rival Barack Obama.

Reuters |

Documentos apresentados na noite de domingo à Comissão Eleitoral Federal mostram que Hillary arrecadou 20,9 milhões de dólares em março, menos de metade dos 42,8 milhões angariados por Obama.

O comitê dela disse ter 8 milhões de dólares disponíveis para as próximas primárias e caucus, enquanto Obama diz ter 51 milhões guardados. Além disso, a campanha de Hillary relatou dívidas de 10,3 milhões de dólares.

O senador John McCain, já virtualmente assegurado como candidato republicano, arrecadou 15,5 milhões de dólares em março e chegou ao final do mês com 11,6 milhões em caixa.

As pesquisas mostram favoritismo de Hillary sobre Obama na disputa de terça-feira na Pensilvânia, onde no entanto o senador investe bem mais em propaganda que sua rival. Uma vitória pouco expressiva dela deve ampliar a pressão para que desista da candidatura.

Jay Carson, porta-voz da senadora, disse que a arrecadação dela é sólida desde o fim de março, em parte graças a um concerto beneficente feito pelo cantor Elton John.

'Hillary terá os recursos necessários para competir e ganhar, por causa da força da sua base e o fluxo de centenas de milhares de novos doadores', disse Carson por email.

Quase metade das dívidas de Hillary é com empresas dirigidas por dois importantes membros da campanha.

O escritório de pesquisas Penn, Schoen & Berland tem um crédito de 4,6 milhões. Ele é dirigido por Mark Penn, que foi o estrategista-chefe da campanha até ser forçado a se afastar, em março.

A Grunwal Communications, do marqueteiro Mandy Grunwald, tem um crédito de 530 mil dólares.

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