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A senadora Hillary Clinton avisou, nesta quarta-feira, que irá continuar sua campanha para obter a candidatura presidencial democrata, apesar dos pedidos para que deixe o caminho livre para o rival Barack Obama.

"Prosseguirei na disputa até que haja um candidato" designado, disse Hillary na Virgínia Ocidental (leste), pequeno Estado rural dos Apalaches onde espera vencer as primárias da próxima terça-feira.

"Vou trabalhar o mais duro possível para ser a candidata", acrescentou.

George McGovern, uma respeitada personalidade democrata e candidato à presidência em 1972, que indicou seu apoio a Hillary em outubro, pediu que a senadora retire seu nome da corrida presidencial em prol da unidade do partido.

Após sua apertada vitória em Indiana (norte) na terça-feira e a grande vitória de Obama na Carolina do Norte (sudeste), a maioria dos especialistas consideram impossível que Hillary reduza a diferença de delegados para a convenção do Partido Democrata, no final de agosto.

'Desistência é questão de dias'

A retirada de Hillary Clinton da disputa pela candidatura democrata às eleições presidenciais dos Estados Unidos é questão de dias, segundo o pesquisador John Zogby.

Para ele, a senadora por Nova York deixará a campanha pela Casa Branca antes das próximas primárias de terça-feira que vem, na Virgínia Ocidental.

"Acredito sinceramente que (Hillary) encontrará uma forma de deixar a corrida (pela Casa Branca) antes das próximas primárias para não prejudicar seu futuro e para que não a acusem de atrapalhar (Barack) Obama e suas possibilidades em uma eleição geral", indica Zogby em artigo divulgado hoje no site da "BBC".

Zogby afirma que os motivos que o levam a pensar que Hillary vai sair de cena são que não há chances matemáticas de ela vencer, sua campanha está praticamente sem dinheiro e será difícil para ela arrecadar fundos após os resultados de terça-feira na Carolina do Norte e em Indiana.

O pesquisador acrescenta que na noite passada não aconteceu nada para alimentar as esperanças de Hillary e sua continuidade simplesmente daria a impressão de que quer prejudicar Obama.

A senadora por Nova York também enfrenta o problema, segundo Zogby, de não ter uma liderança sólida com a proximidade das eleições presidenciais de 4 de novembro, devido à percepção negativa sobre ela que se reflete nas pesquisas.

"Não tenho provas de que vai jogar a toalha ou quando a jogará. É uma Clinton e os Clinton não têm a palavra 'perder' em seu dicionário", admite Zogby em seu artigo, no qual explica que os argumentos sobre sua possível retirada são os usados tanto pelos partidários da ex-primeira-dama quanto pelos de Obama.

Zogby prevê que nas próximas 48 horas cerca de 30 "superdelegados" (líderes do Partido Democrata e funcionários eleitos) darão seu apoio a Obama, o que deverá fortalecer o senador por Illinois.

(*Com informações das agências EFE e AFP)


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