Guerra com Geórgia pode prejudicar Rússia, diz John McCain

ERIE, EUA - O candidato do Partido Republicano à presidência dos EUA, John McCain, advertiu a Rússia na segunda-feira sobre as graves consequências de longo prazo que podem advir de seu conflito com a Geórgia.

Reuters |

McCain, senador pelo Estado do Arizona, aproveitou as férias do adversário do Partido Democrata, Barack Obama, para dar destaque a seus planos de governo em questões de política internacional.

Diante de repórteres e câmeras, o republicano, que fez dessa área um ponto central de sua campanha para as eleições de 4 de novembro, pronunciou um longo discurso a respeito da atual crise no Cáucaso.

Segundo McCain, a Rússia parecia mais propensa a derrubar o governo pró-Ocidente da Geórgia do que a respeitar a situação vigente até há pouco na Ossétia do Sul, uma região que o governo georgiano tenta impedir de se separar de seu território.

O senador pediu que a secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, viajasse para a Europa a fim de 'estabelecer uma postura euro-atlântica comum em vista de colocar fim à guerra e dar apoio à independência da Geórgia'.

'O presidente russo, Medvedev (Dmitry Medvedev), e o primeiro-ministro Putin (Vladimir Putin) precisam compreender as graves consequências de longo prazo que as medidas de seu governo terão sobre as relações da Rússia com os EUA e a Europa', disse McCain.

O republicano conclamou o Conselho do Atlântico Norte (da aliança militar Organização do Tratado do Atlântico Norte, Otan) a convocar uma sessão de emergência para exigir um cessar-fogo e dar início a discussões sobre o envio de uma força de paz internacional para a Ossétia do Sul e sobre as implicações da crise atual para os laços existentes entre a aliança e a Rússia.

McCain abriu seu pronunciamento lançando uma provocação sutil contra Obama, atualmente de férias no Havaí.

'Os norte-americanos que passam as férias de agosto com suas famílias ou assistindo às Olimpíadas podem estar se perguntando sobre por que os jornais e as TV estão repletos de imagens da guerra no pequeno país da Geórgia', disse, antes de iniciar uma longa explicação sobre a história recente daquela nação.

Tanto McCain quanto Obama afirmaram no sábado que haviam conversado com o presidente georgiano, Mikheil Saakashvili. Em um comunicado por escrito enviado do Havaí, onde passa uma semana de folga com sua família, o democrata criticou a Rússia.

A Rússia e a Geórgia começaram a se enfrentar militarmente em torno da Ossétia do Sul na semana passada, depois de o governo georgiano ter lançado uma ofensiva para retomar o controle sobre essa região separatista.

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