Grupo pede que Hillary, Obama e McCain eliminem lei contra imigrantes ilegais

NOVA YORK - Um grupo de imigrantes, ativistas e sindicalistas pediu hoje aos aspirantes à presidência dos Estados Unidos que revoguem a lei que impõe penalidades aos empregadores que contratarem imigrantes ilegais.

EFE |

A Aliança Rompendo as Cadeias argumentou, em entrevista coletiva, que a lei de 1986 criminaliza os imigrantes, divide os trabalhadores entre os com documentos em dia e imigrantes ilegais e nega a estes últimos o direito ao trabalho.

Principalmente, reiteraram, a medida abriu as portas para que alguns empregadores abusem dos imigrantes ilegais com baixos salários e más condições trabalhistas, porque sabem que estes, com medo, não os denunciarão.

O grupo, que carregava cartazes com mensagens de "direitos iguais para todos os trabalhadores" e "eliminemos a lei de sanções", enviou na terça-feira passada uma carta aos aspirantes democratas Hillary Clinton e Barak Obama e ao candidato republicano John McCain.

Na mensagem, eles indicam que os três falaram da necessidade de fortalecer a lei de sanções ao empregador. Tosh Anderson, que assina a carta em nome da Aliança, comentou à Agência EFE que, apesar de neste momento não haver um debate migratório, esse será retomado sob uma nova presidência, e, por isso, pedem aos aspirantes que mudem sua posição e revoguem o estatuto, em vez de fortalecê-lo.

"Por que vocês persistem em dizer que medidas como fortalecer as penalidades e a verificação da identidade por computador são a resposta?".

"Assegurar que todos os trabalhadores tenham igualdade de direitos em seu vez de emprego é a resposta", afirmaram.

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