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Filho de imigrantes diz que Obama entende os latinos

CHICAGO - Um dos primeiros a chegar ao Grant Park, onde nesta noite acontece o último evento da campanha de Barack Obama, o descendente de mexicanos Carlos Garcia exibia com orgulho sua camiseta que dizia Latinos por Obama. Trabalhei como voluntário de Obama na Califórnia e viajei hoje para Chicago só para participar deste momento histórico, disse.

Leandro Meireles Pinto, repórter do iG nos EUA |

Orgulhoso de suas raízes latinas, Garcia afirma que eleger Barack Obama vai ajudar a América Latina e os imigrantes latinos que moram nos Estados Unidos. "Nós vamos ter um presidente que é um diplomata, que vai sentar e conversar com outros governos, mesmo que não compartilhem as mesmas visões", disse.

Garcia contou à reportagem do iG que seus país imigraram para os Estados Unidos ilegalmente na década de setenta. Segundo o estudante, a vida de imigrante ilegal foi difícil, mas seus pais conseguiram a cidadania "depois de muita luta". "Meu pai só conseguiu a documentação legalizada no ano passado. Essa é sua primeira eleição e ele também votou em Obama", disse.

O estudante é cidadão americano, uma vez que nasceu em território dos Estados Unidos. No entanto, na Califórnia, participou ativamente da campanha de Barack Obama no "Latinos por Obama", um grupo que busca aumentar o espaço dos imigrantes no partido Democrata. "Nós precisamos de uma reforma imigratória neste país e Barack Obama entende o trabalho duro das pessoas que cruzam a fronteira", afirmou.

Relação com América Latina não deve mudar

A política externa dominou os debates e as propostas dos candidatos à presidência da República dos EUA, John McCain e Barack Obama, no início da disputa. Mas o cenário internacional das eleições americanas ficou restrito ao Afeganistão e Iraque, onde os EUA protagonizam guerras impopulares. Com o agravamento da crise financeira, porém, a economia pautou os debates seguintes e passou a ser o centro da disputa presidencial.

O Brasil e a América Latina não foram destaques durante a campanha. Nos três debates entre os candidatos, o Brasil foi citado uma só vez pelo senador republicano John McCain que se referiu ao etanol brasileiro. Faltaram plataformas pelo continente, aponta Sean Purdy, professor da História dos Estados Unidos da Universidade de São Paulo (USP) e um dos autores do livro "A História dos Estados Unidos: das origens ao século XXI". ( Leia a reportagem completa )

Assista ao vídeo abaixo:

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* Com reportagem de Nathália Goulart

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