Favoritismo de Obama em pesquisas marca reta final em eleições

WASHINGTON - A vantagem de dois dígitos que algumas pesquisas dão ao candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, frente a seu adversário, John McCain, leva muitos a apontarem uma vitória arrasadora do senador por Illinóis, embora os republicanos relutem em admitir derrota e outras enquetes falem em empate técnico.

Redação com EFE |


Entre os que apontam triunfo democrata está o influente site conservador Drudge Report, que abre sua pagina de notícias com o título comparando as previsões atuais com a vitória de Ronald Reagan na década de 1980, em um artigo que remete à última pesquisa da firma Zogby, que coloca Obama aproximadamente 10 pontos à frente.

Outra pesquisa de opinião, publicada nesta quarta pelo diário "The Wall Street Journal", dá ao democrata 10 pontos de vantagem sobre McCain, enquanto o Centro Pew apontou, na terça, Obama 14 pontos à frente.

O site Real Clear Politics, que realiza uma média de várias enquetes, dá nesta quarta 7,3 pontos de superioridade ao democrata.

"Caso as previsões se mantenham, estarão de acordo com o modelo de 1980 da vitória de Ronald Reagan sobre Jimmy Carter", diz o pesquisador John Zogby.

Ronald Reagan derrotou Carter em 44 dos 50 estados do país em 1980 e foi reeleito em 1984 com o apoio de todos os estados, menos Minnesota e o Distrito Federal de Columbia (DC), no que foi a vitória mais arrasadora até o momento nas eleições presidenciais americanas.

Já Charlie Cook, prestigiado analista independente, disse no sábado que as eleições "ainda não acabaram, mas as coisas aparecem muito mal para os republicanos e parecem estar piorando".

Uma surpreendente pesquisa feita pela firma GFK em parceria com outras entidades e que foi publicada nesta quarta lembra que pode haver surpresas, ao apontar um empate entre os dois candidatos.

A pesquisa dá a Obama 44% de apoio popular e a McCain 43% e reitera que a corrida ficou mais ríspida após o terceiro e último debate entre os dois candidatos, na semana passada.

Apesar desses números, os últimos dados publicados sobre participação eleitoral nos 29 estados em que é permitido votar por antecipação indicam que a situação favorece Obama.

Os números revelam que, mais que os republicanos, os democratas começaram a votar em vários dos estados em que a disputa está mais apertada, entre eles Ohio, Carolina do Norte, Nevada e Novo México.

"Isso não pode ser uma boa notícia para John McCain", comentou Paul Gronke, diretor do centro de informação sobre votação da Universidade Reed, no Oregon, ao diário "USA Today".

David Axelrod, estrategista chefe de Obama, assegura que é uma campanha difícil para os republicanos, depois de oito anos da impopular Presidência de George W. Bush.

"Estão no lado errado da história", disse em declarações publicadas hoje pelo "Wall Street Journal". "É uma eleição em que tudo caminha em direção à mudança e McCain simplesmente não representa isso", frisou.

Sarah Simmons, diretora de estratégia da campanha de McCain, disse ao mesmo jornal que "o ambiente é desafiador".

Mesmo assim, Simmons acredita que Obama precisa de uma vantagem maior para assegurar sua vitória e defende que a maioria dos eleitores ainda tem uma percepção propícia ao candidato republicano. "Isso é para nós um sinal claro de que essa corrida está longe de terminar", destacou.

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