Ex-pastor de Barack Obama defende seu patriotismo

Washington - Jeremiah Wright, o ex-pastor do senador Barack Obama e fonte de polêmica por seus comentários incendiários sobre os Estados Unidos, defendeu hoje seu patriotismo e afirmou que as críticas contra ele são na realidade um ataque à Igreja negra.

EFE |

"Servi seis anos no Exército. Isto me transforma em um patriota?", questionou Wright ao responder a uma pergunta feita pelo público que acompanhou um discurso que ele proferiu no Clube Nacional de Imprensa, em Washington, sobre a história da Igreja negra nos EUA.

"Quantos anos serviu (o vice-presidente Dick) Cheney?", questionou Wright em meio a aplausos dos presentes, que lotavam a sala, na qual também podiam ser vistas muitas câmeras de TV.

O pastor de 66 anos, que celebrou o casamento de Obama e batizou suas duas filhas foi acusado de antiamericanismo após afirmar que a política externa dos EUA foi em parte responsável pelos atentados de 11 de Setembro de 2001.

Em outro de seus polêmicos sermões, Wright convidou os afro-americanos a entoarem "Deus amaldiçoe a América", ao invés do tradicional "Deus abençoe a América", pois ele afirma que o racismo ainda cresce nos EUA.

Trechos destes sermões pronunciados há alguns anos foram transmitidos em várias oportunidades pelas principais emissoras de TV no mês passado e levaram Obama a se distanciar deste pastor, que planeja se aposentar nos próximos meses.

Wright disse durante os últimos dias que os comentários que causaram controvérsia foram registrados fora do contexto e desafiou hoje uma jornalista que lhe fez uma pergunta sobre os atentados de 11 de Setembro de 2001.

"Você escutou o sermão inteiro? Não? O sermão inteiro?", perguntou. Diante da resposta negativa da jornalista ele declarou que isto "anula a pergunta".

Segundo o pastor, ele é criticado não pelo povo americano, mas pelas políticas governamentais.

Para Wright, os que o criticam não estão atacando a ele simplesmente, mas a Igreja negra.

"Este é um ataque contra a Igreja negra pelas pessoas que não sabem nada sobre nossas tradições", concluiu. EFE tb/fal

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