resolução do Supremo Tribunal Eleitoral limitou o uso da rede nas campanhas eleitorais e acirrou o debate entre parlamentares, candidatos e especialistas na área." / resolução do Supremo Tribunal Eleitoral limitou o uso da rede nas campanhas eleitorais e acirrou o debate entre parlamentares, candidatos e especialistas na área." /

Exemplo americano mostra como campanha na internet garante fundos para candidatos

Barack Obama, provável candidato democrata à presidência dos Estados Unidos na eleição deste ano, ganhou projeção na mídia americana e, consequentemente, votos após fazer uma campanha agressiva na internet. No Brasil, uma http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/03/24/tse_candidato_deve_ter_site_exclusivo_de_campanha_1240757.htmlresolução do Supremo Tribunal Eleitoral limitou o uso da rede nas campanhas eleitorais e acirrou o debate entre parlamentares, candidatos e especialistas na área.

Redação com agências internacionais |

Na tarde desta terça-feira, uma audiência pública ocorreu na Câmara dos Deputados para discutir propostas que viabilizem o uso da internet nas eleições de 2008. Convidado pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI), que organizou o encontro, o diretor presidente do Internet Group do Brasil (iG), Caio Túlio Costa, fez um paralelo entre a utilização da rede no Brasil e nos EUA.

Na maior democracia do mundo, é permitido fazer propaganda na internet, mas aqui não pode, reclamou. Nos EUA, que tem 340 milhões de habitantes, 118,6 milhões de pessoas acessaram sites este ano para obter informações sobre campanhas eleitorais.

Segundo a exposição de Caio Túlio na Câmara, 106 milhões de americanos procuraram vídeos cujo tema era relativo a eleições, 33 milhões enviaram comentários e opiniões nos diversos fóruns da rede e 18,4 milhões fizeram doações online.

Dos US$ 271 milhões arrecadados por Barack Obama, por exemplo, US$ 130 foram doados pela internet. Graças a estes números, o democrata pôde abrir mão do fundo público de campanha, comentou Caio Túlio.

Campanha americana

Nos EUA, apenas anúncios on line pagos por comitês eleitorais e candidatos estão sujeitos a regulamentação. Os blogs, e-mails, textos ou vídeos no YouTube não precisam se submeter às regras da Comissão Federal de Eleições e estão protegidos pela Primeira Emenda, que garante a liberdade de expressão.

Qualquer blogueiro pode pedir votos para um candidato ou colocar o selo do político em seu blog, desde que não seja pago. Se for pago para defender um candidato, o partido precisa declarar o gasto à comissão, mas o blogueiro não precisa revelar que foi remunerado.

Já no caso de anúncios, é preciso revelar quem pagou pelo anúncio, para ficar claro que se trata de propaganda e não informação. A regra também vale para TV e jornais. Sites de partidos e comitês precisam revelar que são patrocinados. Os anunciantes estão sujeitos a limites de contribuição aos partidos e candidatos. Os recursos usados pelos políticos para propaganda online estão sujeitos à Lei Federal de Campanhas. Cada pessoa pode doar até US$ 2.300 para um candidato. Comitês e outras entidades têm limites mais altos.

Calcula-se que cerca de 2% da propaganda eleitoral seja feita na web. Mas esse número não reflete a dimensão do uso da rede nesta campanha presidencial. Grande parte do sucesso da campanha do democrata Barack Obama se deve a seu site. Mais de 1 milhão de internautas já entraram no www.barackobama.com para fazer doações - a maioria com menos de US$ 100. Com essa máquina de arrecadação pela web, a campanha de Obama bateu todos os recordes e já levantou cerca de US$ 300 milhões até agora.

O site não serve só para arrecadar dinheiro. É uma espécie de "Facebook do Obama" - com comunidades dedicadas aos eleitores do candidato, organização de eventos, convocação de voluntários, troca de mensagens. Todos os vídeos dos comícios do senador são postados no site. Esses serviços vêm com um aviso: pago por "Barack Obama for America", que é um dos comitês de sua campanha.

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