EUA: McCain ataca credibilidade de Obama em temas de segurança nacional

O republicano John McCain voltou a evocar a segurança nacional na campanha presidencial americana, num momento em que o adversário, o democrata Barack Obama, tinha reunião marcada nesta quarta-feira com assessores para não ceder nem um centímetro de terreno neste tema para o adversário.

AFP |

O próximo presidente "não terá tempo de se adaptar ao cargo", afirmou McCain, de 72 anos, escorando-se sempre que possível em seu histórico de combatente e herói militar no Vietnã.

"Eu sentei na cabine de um avião na pista do 'USS Enterprise' perto de Cuba (...). Eu já fui testado", disse McCain, referindo-se à crise dos mísseis cubanos em 1962, durante um ato de campanha na noite de terça-feira na Pensilvânia (leste).

Sua candidata à vice-presidente, Sarah Palin, que tem um filho lutando no Iraque, também falou do assunto à exaustão em um ato de campanha nesta quarta-feira em Ohio (centro), um dos estados mais disputados da eleição.

"Precisamos de um líder forte para tempos difíceis", disse Palin, que pediu aos veteranos de guerra presentes que participem dos esforços eleitorais contra o candidato democrata.

Duas declarações recentes de Obama, de 47 anos, rondam como fantasmas a imagem de sua capacidade de liderar o país, atualmente envolvido em duas frentes bélicas, no Iraque e no Afeganistão.

Pesam, por um lado, sua disposição em falar com o Irã "sem pré-condições" sobre o conflito nuclear, e por outro, seu desejo de retirar o quanto antes as topas do Iraque.

Seu candidato à vice-presidência, Joseph Biden, reconheceu em um ato eleitoral no domingo que Obama "será posto à prova" em relação à segurança do país, numa declaração em que acabou favorecendo a retórica republicana.

Obama obteve, no entanto, o apoio incondicional de uma das figuras chave da invasão ao Iraque: o ex-secretário de Estado, Colin Powell.

O senador democrata já se reuniu em várias ocasiões com Powell nos últimos meses, e já anunciou que deve nomeá-lo como conselheiro caso chegue à presidência.

Obama também pediu conselhos à ex-secretária Madeleine Albright, que participará de uma reunião de especialistas em segurança nacional nesta quarta-feira na Virgínia (sul).

Lentamente, Obama vai consolidando sua personalidade nesse campo. Hoje, 48% dos americanos acreditam que ele seria capaz de enfrentar uma crise internacional, contra 39% em agosto, segundo uma pesquisa nacional do Wall Street Journal e da rede de televisão NBC, divulgada nesta quarta-feira.

A mesma sondagem dá a Obama e Biden uma vantagem de 10 pontos sobre a chapa republicana (52%-42%) nas eleições de 4 de novembro.

McCain, no entanto, continua gozando de boa consideração entre os eleitores sobre sua capacidade de dirigir o país (44%). Contudo, a popularidade de Palin continua caindo: 47% dos americanos a consideram inapta para exercer a vice-presidência, contra 39% que a aprovam.

jz-ap/sd

    Leia tudo sobre: eleições nos eua

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG