Eleitores da Flórida comparecem em massa a votação adiantada

Miami, 23 out (EFE).- Enfrentando longas filas e até três horas de espera, eleitores da Flórida participam da votação antecipada para o pleito presidencial de 4 de novembro nos Estados Unidos.

EFE |

Desde segunda-feira, o nível de participação nas votações antecipadas não parou de crescer no estado do sul do país.

A participação em massa obrigou as autoridades a aumentar na maioria das seções o número de máquinas de emissão, embora até agora não se registrem queixas sobre seu funcionamento.

O processo de votação antecipada, que conta no condado de Miami-Dade com 20 seções habilitadas, termina dia 2 de novembro.

Entre as possíveis razões da alta participação figuram as centenas de milhares de novos eleitores registrados e o desejo de evitar os problemas de apuração e o caos vivido nos dois últimos pleitos presidenciais neste estado.

Na Flórida, considerado um estado-chave para a escolha do novo presidente, há registrados 11,2 milhões de eleitores, dos que cerca de 4,7 milhões são democratas e pouco mais do que 4 milhões são republicanos, de acordo com a Divisão de Eleições da Flórida.

Neste estado, a batalha entre o democrata Barack Obama e o republicano John McCain é acirrada, e o voto hispânico pode ser decisivo.

"O hispânico é uma força muito importante em todos os Estados Unidos", disse hoje à agência Efe Zulma Vélez Estrada, residente em Orlando, no condado de Orange, após emitir seu voto em uma das seções eleitorais.

Vélez expressou sua convicção de que se os hispânicos demonstrarem nas eleições que são "uma força", poderão exigir dos candidatos que contem com eles "para mudar a leis".

"Somos muitos milhões de hispânicos que temos direito a votar e é importante fazê-lo", destacou.

O voto hispânico está em jogo e ambos os partidos o cortejam a fundo na reta final destas eleições presidenciais.

O candidato que vencer na Flórida terá os 27 votos no colégio eleitoral que correspondem a este estado, 10% dos 270 necessários para chegar à Casa Branca.

"Acho que nestas eleições vai haver uma grande quantidade de hispânicos que nunca votaram antes, que nunca quiseram votar porque não tinham encontrado confiança nos candidatos", explicou Fernando Negrón, locutor de rádio porto-riquenho.

Nesse sentido, se mostrou convencido de que o "latino entende muito mais que seu voto agora conta" e que pode "mudar o futuro da economia local e pessoal", assim como ser decisivo na "educação de seus filhos".

As longas filas registradas no centro da Flórida se repetiram também no condado de Miami-Dade, no sul do estado, onde se calcula que cerca de 25% do eleitorado já foi votar.

O Departamento de Eleições do condado de Miami-Dade instalou um sistema de votação que combina o uso da cédula tradicional com os últimos avanços de tecnologia digital.

O porto-riquenho Luis Pastrana é outro das centenas de eleitores que fizeram fila hoje nos centros de votação de Orlando.

"Se nós não fazemos com o poder político do voto, muito pouco poderemos fazer com o poder econômico, porque não o temos ainda", afirmou. EFE emi/jp

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