Eleição americana deve superar US$ 1 bilhão pela primeira vez

WASHINGTON - A máquina de arrecadar dinheiro do aspirante democrata à Casa Branca, Barack Obama, permitirá que pela primeira vez os candidatos presidenciais, ele e seu rival republicano, John McCain, superem a marca de US$ 1 bilhão.

EFE |

Obama apresenta nesta quinta-feira à Comissão Federal Eleitoral sua arrecadação da primeira quinzena de outubro, que se espera que ajude a marcar outro recorde na campanha mais cara da história.

Os dois arrecadaram um total de US$ 961 milhões entre janeiro e setembro, dos quais mais de US$ 600 milhões correspondem a Obama. É esperado que o democrata impulsione este número para acima de US$ 1 bilhão com seus números de outubro.

Ao contrário de seu oponente democrata, McCain se ateve ao financiamento federal, um total de US$ 84,1 milhões para gastar entre o fim da Convenção Republicana do início de setembro e o dia da eleição, 4 de novembro.

Sua única fonte adicional de financiamento é o Comitê Republicano.

No total, o Center for Responsive Politics, um centro de estudos com sede em Washington, antecipa que estas serão as eleições presidenciais mais caras da história e rondando os US$ 2,4 bilhões.

Caso a este valor se some o custo das campanhas paralelas, como as legislativas -em 4 de novembro se renovará toda a Câmara de Representantes (deputados) e um terço do Senado-, a fatura poderia subir até ao redor de US$ 5,3 bilhões, segundo o citado centro.

A campanha de Obama, que arrecadou uma média de US$ 208.333 por hora no mês passado, parece estar bem equipada e pede agora a seus seguidores somente US$ 10 adicionais.

"A corrida está empatada em um número de estados-chave (...) e temos que tomar nossas últimas e difíceis decisões que dependerão dos recursos que tenhamos" à meia-noite de hoje, diz um e-mail enviado aos militantes, no qual se pede a doação de US$ 10.

A campanha tem até um dia antes das eleições - 3 de novembro - para arrecadar dinheiro, mas a reunião desta noite com a Comissão Federal Eleitoral (FEC, na sigla em inglês) transformou-se em uma boa oportunidade para solicitar mais fundos.

Obama arrecadou em setembro US$ 150 milhões, número mensal recorde nos pleitos presidenciais americanos.

Seu êxito foi possível graças ao bom manejo de internet para conseguir contribuições de US$ 3,1 milhões, que doaram em torno de US$ 600 milhões entre janeiro e o final de setembro.

Embora menos visíveis, os doadores multimilionários também estiveram presentes na campanha.

De fato, o Partido Democrata, que pode receber contribuições maiores que a campanha do candidato, criou em meados de julho um grupo especial, batizado como o Comitê pela Mudança, para atrair as contribuições dos mais endinheirados.

Esse comitê injetou milhões de dólares aos diretórios estaduais dos partidos e às operações da campanha de Obama nas distintas partes do país, segundo uma análise publicada nesta quarta-feira pelo jornal "The Washington Post".

O "Post", que analisou os números da Comissão Federal Eleitoral lembra, além disso, que só um quarto dos 3,1 milhões de doadores realizaram contribuições de US$ 200 ou menos. A contribuição máxima à campanha é de US$ 2.300.

Apesar de seus rivais republicanos o qualificarem como "socialista", as pesquisas mostram que, enquanto os ricos preferem McCain, os super ricos se inclinam por Obama.

Assim, uma pesquisa publicada em meados deste mês pela firma Prince & Associates entre 493 famílias ricas do país indica que enquanto os eleitores com US$ 1 milhão a US$ 10 milhões preferem o republicano, os que têm US$ 30 milhões ou mais se inclinam pelo democrata.

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