Debate marca início de fase decisiva na corrida à Casa Branca

Os candidatos à Presidência dos Estados Unidos entraram hoje na fase final da campanha eleitoral, uma vez concluída a rodada de debates que permitiu que confrontassem publicamente seus planos de Governo.

EFE |

O democrata Barack Obama entra na reta final com alguns pontos a seu favor. As pesquisas o apontam como favorito e as primeiras enquetes o consideram vencedor do debate da noite passada na Universidade Hofstra, no estado de Nova York.

O democrata pretende agora estender sua campanha a estados até agora considerados majoritariamente republicanos, como a Virgínia Ocidental.

Mesmo assim, o republicano John McCain, que na noite passada teve sua melhor atuação nos três debates presidenciais, insiste em que ainda se encontra em boa posição para se recuperar, a menos de 19 dias das eleições de 4 de novembro.

Em um café-da-manhã para arrecadar fundos em Nova York, Obama disse que para os que já o vêem na Casa Branca, tem "duas palavras: New Hampshire", disse o democrata, em referência ao estado em que, durante as primárias, as enquetes davam uma clara vantagem sobre sua então adversária, Hillary Clinton, e onde a senadora acabou vencendo.

"Já estivemos antes em situações nas quais éramos os favoritos, a imprensa começou a se deixar levar" e acabamos perdendo, declarou o candidato.

"Restam 19 dias não para o final, mas para o princípio. O trabalho esperado para o próximo presidente será extraordinário", frisou.

Obama deve participar hoje de um ato eleitoral em New Hampshire antes de retornar ainda esta noite a Nova York, para um jantar beneficente no qual seu adversário McCain também confirmou presença.

As pesquisas mantêm hoje sua tendência a favor do candidato democrata e os jornais lhe dão uma vantagem que varia de quatro a oito pontos.

Pesquisas específicas apontam que McCain está perdendo força inclusive em alguns em estados considerados até agora firmemente republicanos.

A campanha democrata, aparentemente, pretende se expandir nesses estados, que incluem a Virgínia Ocidental - onde Obama perdeu por quase 40 pontos para Hillary nas primárias - e, em menor grau, para Kentucky, Dakota do Norte e Geórgia.

Nesses dois últimos estados, o democrata tinha investido importantes recursos antes de retirar suas operações em meados do ano, ao considerar que tinha poucas possibilidades de se impor lá.

Por sua vez, McCain, que hoje participa de atos eleitorais na Pensilvânia antes do jantar beneficente em Nova York, tenta defender os estados de tradição republicana e ganhar terreno em alguns majoritariamente democratas.

Assim, o senador pelo Arizona participa hoje de atos eleitorais na Pensilvânia, um estado onde as pesquisas apontam Obama como vencedor por uma margem confortável.

A campanha de McCain voltou a utilizar hoje um de seus principais argumentos contra Obama, o que considera a falta de experiência do senador por Illinois, e distribuiu um anúncio intitulado "Luta" que insiste na capacidade de julgamento e na experiência do candidato republicano.

Durante o debate da noite passada, McCain, que se mostrou na ofensiva durante todo o encontro, atacou Obama em assuntos como seus planos para tirar a economia da crise atual.

O democrata quer favorecer a classe média em detrimento das pequenas empresas, o que conta com a oposição do republicano.

"Não vou permitir uma alta de impostos às pequenas empresas", afirmou McCain, que destacou que são os pequenos negócios os que criam riqueza e geram emprego no país, e por isso eles devem ser favorecidos.

O debate teve um protagonista inesperado, Joe Wurzelbacher, um encanador de Ohio que Obama encontrou fazendo campanha, e que os dois candidatos usaram como exemplo para descrever seus planos no debate.

Wurzelbacher apareceu hoje nos principais noticiários da televisão e se declarou "encantado" com seu salto à fama. No entanto, ele preferiu não dizer em quem votará em 4 de novembro.

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