Conheça os pacotes de Obama e McCain para a economia

Os candidatos a presidente John McCain e Barack Obama apresentaram nesta semana novas propostas para a recuperação econômica dos EUA, enquanto as autoridades do atual governo tentam controlar uma crise financeira que se alastra por todo o planeta. A seguir, um resumo dos respectivos projetos.

Reuters |


O plano de McCain

O republicano John McCain propôs um plano com gastos de US$ 52,5 bilhões, que iria:

- Usar US$ 300 bilhões dos US$ 700 bilhões do pacote de resgate financeiro recém-aprovado para comprar hipotecas inadimplentes e substituí-las por financiamentos com juros fixos.

- Reduzir para 10%, nos próximos dois anos, o imposto sobre os primeiros US$ 50 mil em retiradas dos planos de previdência. Atualmente, tais retiradas são taxadas conforme a tabela normal do Imposto de Renda, com alíquotas de 10% a 35%.

- Suspender as regras que exigem o início das retiradas dos fundos seis meses depois de o beneficiário completar 70 anos.

- Aumentar de US$ 3 mil para US$ 15 mil a perda de capital pela venda de ações e outros títulos que pode ser deduzida do Imposto de Renda.

- Reduzir de 15% para 7,5%, durante dois anos, o teto da alíquota para ganhos de capital de longo prazo.

- Isentar de impostos durante dois anos os benefícios para desempregados.

O plano de Obama

O democrata Barack Obama propõe um pacote de US$  60 bilhões, que iria:

- Dar às empresas US$ 3 mil em crédito fiscal por posto de trabalho em período integral gerado nos EUA durante dois anos.

- Permitir que as pequenas empresas imediatamente deduzam até US$ 250 mil em gastos para novos equipamentos e bens que sejam realizados até o final de 2009. O pacote de estímulo aprovado neste ano limitava o benefício apenas até o final de 2008.

- Eliminar impostos sobre ganhos de capital advindos de investimentos em pequenas empresas.

- Disponibilizar imediatamente US$ 25 bilhões para a construção e reforma de pontes, estradas, escolas e outras obras de infra-estrutura.

- Disponibilizar US$ 50 bilhões em garantias de empréstimos, e manter em aberto outras opções para ajudar o setor automotivo a se reequipar e desenvolver uma nova geração de carros mais econômicos. O Congresso ofereceu US$ 25 bilhões.

- Conceder uma isenção definitiva de US$ 500 para a maioria dos trabalhadores, e de US$ 1.000 para famílias. Eliminar impostos para idosos que ganham até US$ 50 mil dólares por ano.

- Ampliar o seguro-desemprego para desempregados crônicos, que já não teriam direito ao benefício. Suspender temporariamente os impostos sobre esses benefícios.

- Autorizar temporariamente, sem penalidades, retiradas de até 15% (com limite de US$ 10 mil) de contas de previdência com vantagens fiscais.

- Suspender as regras que exigem o início das retiradas dos fundos seis meses depois de o beneficiário completar 70 anos.

- Aumentar o valor da ajuda-calefação.

- Orientar os secretários de Tesouro e Habitação e Desenvolvimento Urbano a usarem sua autoridade para exigir termos melhores no financiamento imobiliário.

- Reformar a lei de falências para ajudar mutuários e incentivar refinanciamentos.

- Implementar uma moratória de 90 dias nas ações de despejo para mutuários que demonstrem boa-fé para pagar as dívidas.

- Fornecer US$ 25 bilhões aos Estados para ajudá-los a enfrentar a crise sem aumentar o IPTU ou reduzir serviços públicos.

- Fornecer um crédito fiscal de 10%, pago na restituição, para os juros imobiliários de contribuintes que fizerem declaração simplificada.

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