Colin Powell confessa ter chorado de emoção com vitória de Obama

Washington, 5 nov (EFE) - O general Colin Powell, que foi o primeiro secretário de Estado negro dos Estados Unidos, confessou hoje que chorou de emoção pela vitória do candidato presidencial democrata, Barack Obama. Todos choramos quando vimos as multidões em Washington, em Nova York, em Chicago, afirmou Powell à emissora CNN. Vejam, olhem o que conseguimos, acrescentou.

EFE |

Powell foi o primeiro negro a desempenhar cargos de grande responsabilidade nos EUA: conselheiro de Segurança Nacional na Administração de Ronald Reagan; chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas americanas durante a Guerra do Golfo (1990-91), e secretário de Estado de George W. Bush até 2005.

"Mesmo que alguém tenha votado no Obama, ou não, é preciso sentir um orgulho enorme pelo fato de que fomos capazes de conseguir isto", disse Powell, que se retirou do Exército como general de quatro estrelas e que, uma semana antes das eleições, disse apoiar o candidato democrata.

"Fomos capazes de ter esta competição entre dois partidos políticos, quatro candidatos diferentes, e, ao estilo americano típico, em uma disputa intensa", acrescentou.

Obama "não se apresentou como um afro-americano que era candidato presidencial: se apresentou como um americano que é negro, algo que vem depois do título", ressaltou Powell.

"O que Obama fez nesta campanha foi incluir todos (...). Estendeu sua convocação através de linhas raciais, linhas culturais, linhas religiosas, todas as que lhe ocorrerem. Quis ser uma figura que transforma, uma ponte entre as gerações", destacou.

"Estamos muito, muito orgulhosos de ter um novo presidente americano, que, além disso, é afro-americano", destacou.

Powell, que há 13 anos se recusou a ser o candidato presidencial republicano, disse: "Esse fato nos leva tão para frente na trajetória que os afro-americanos percorreram nos últimos 230 anos de nossa nação, e nos últimos 400 anos desde a existência das colônias na América".

O ex-secretário de Estado americano afirmou que não foi convidado a fazer parte da futura Administração de Obama, mas esclareceu: "também não busco um cargo".

"Não busco um cargo e não espero que me ofereçam um cargo", disse Powell. "Penso que poderia ser de alguma ajuda a partir de fora pela experiência que tive como conselheiro de Segurança Nacional, chefe do Estado-Maior Conjunto e secretário de Estado, mas não busco um cargo nem espero que me ofereçam", afirmou.

Ele destacou, por outro lado, que não têm fundamento os temores de alguns partidários do derrotado candidato republicano John McCain de que a Presidência de Obama ameace sua segurança pessoal.

"Por que deveriam se sentir menos seguros?", comentou. "Obama conhece os desafios que enfrentamos, vê nossos inimigos potenciais e também vê grandes oportunidades no mundo, vê as possibilidades de trabalhar com nossos aliados e também de falar com aqueles que são nossos adversários", sustentou.

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