Cenário está montado, mas haverá debate entre Obama e McCain?

OXFORD, Estados Unidos - O palco está montado, mas não está claro se o candidato republicano, John McCain comparecerá nesta sexta-feira para enfrentar o democrata Barack Obama no primeiro de três debates que podem ajudar a decidir a disputa pela Casa Branca.

Redação com agências internacionais |

Os preparativos continuam no Mississipi, apesar do candidato ter prometido não ir ao debate caso as negociações em torno de um plano de 700 bilhões de dólares para resgatar o setor financeiro não estivesse concluídas. 

O senador pelo Arizona usou a crise financeira para cancelar todos os seus atos eleitorais e pedir o adiamento do debate presidencial, algo que seu oponente político se recusou a aceitar . Essa situação de incerteza na campanha foram aprofundadas na quinta-feira com o fracasso das negociações sobre o plano .

Os patrocinadores do debate afirmam que o show continuará. Obama afirma que estará no Mississippi, local do debate, independente da presença de McCain. Mas é necessário duas pessoas para haver um debate e, sem McCain, não há debate. 


Preparativos continuam em Oxford / AP

"Estou esperançoso, muito esperançoso que poderemos", disse McCain à ABC News na noite de quinta-feira sobre as perspectivas de haver um debate. "Acho que é bastante possível que consigamos um acordo a tempo de eu voar para o Mississippi."

McCain disse na quarta-feira que estava "suspendendo a campanha" para voltar a Washington para as negociações sobre o plano de resgate. Mas ele fez um discurso em Nova York na quinta-feira, continuou a ter propagandas colocadas no ar e colocou sua candidata a vice, a governadora do Alasca Sarah Palin, para fazer campanha.

Política externa e economia: os assuntos da noite

As campanhas antecipam que a crise econômica no país vai mesmo vir à tona no encontro entre os "presidenciáveis", embora insistam que os pontos fortes da noite serão a política externa e a segurança nacional.

"Ouviremos falar muito do impacto desta crise financeira global na segurança nacional dos Estados Unidos", declarou Dennis McDonough, assessor de Obama em política externa.

"Evidentemente, os EUA não podem ser a potência internacional que foram até agora sem ter uma economia forte", acrescentou.

O assessor acha que o Iraque também será outro assunto em pauta, assim como a política externa da atual Casa Branca, que McDonough insistiu em associar a McCain.

Já Kori Schake, assessora de política externa de McCain, disse que o debate vai "ressaltar as verdadeiras diferenças em política externa" entre os dois candidatos. Segundo Schake, as três maiores diferenças têm a ver com o Iraque, o comércio exterior e o trato com aliados e inimigos.

Para a assessora, as divergências no Iraque vão além do apoio e da oposição de McCain e Obama à guerra. "Vai além do próprio Iraque e tem a ver com como ganhar guerras e usar a força militar de forma eficaz", especificou.

Em comércio exterior, Obama tem uma postura mais protecionista que McCain, e nas relações internacionais diz estar disposto a dialogar, depois de sérios preparativos, com líderes de países como Irã e Cuba, o que McCain se recusa a fazer.

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