Candidatos à Casa Branca adotam tom cada vez mais apelativo

WASHINGTON - A batalha pela Casa Branca entrou em sua fase mais negativa, que hoje se tornou acentuada com o lançamento de um site em que os republicanos atacam o status de celebridade do democrata Barack Obama.

EFE |

A página interativa oferece aos internautas a possibilidade de participar de um jogo em que devem adivinhar quem é o famoso - Obama é um deles - através das diferentes declarações.

A primeira adivinhação questiona quem "foi a Whole Foods (uma rede cara de produtos ecológicos) ultimamente e perguntou quanto cobram pela rúcula?".

As opções eram Cameron Diaz, Barack Obama, Jessica Biel e Matt Damon e a resposta correta era o senador democrata, que é mostrado pelos republicanos com óculos de sol e um grande sorriso.

A série de perguntas, na qual todos os representantes da brincadeira fazem comentários mais sérios que os de Obama, termina com o vídeo "Celeb", lançado na quarta-feira, e no qual o presidenciável democrata é comparado com Britney Spears e Paris Hilton.

Essa não é a primeira vez que usam vídeos de humor e a participação popular para deturpar a imagem de Obama.

Há poucas semanas, o mesmo site disponibilizava duas opções de vídeos com trilha sonora romântica para representar o amor da mídia em relação a Obama e quem acessasse decidiria qual seria a canção oficial.

"Os republicanos estão construindo uma imagem negativa de Obama como fizeram com (o candidato democrata à Casa Branca) John Kerry em 2004, que foi apresentado como um elitista distante do americano médio", disse à Agência EFE Thomas Schwartz, professor da Universidade Vanderbilt, de Tennessee.

A pergunta sobre a rúcula e a rede de produtos ecológicos, que certamente não figura entre as opções mais populares dentre as lojas de fast-food, tentaria projetar essa imagem elitista.

Já Obama se limitou a encaixar os golpes baixos e se defender energicamente embora sem seguir, por enquanto, os passos da campanha de seu rival republicano, John McCain.

O senador democrata diz não querer recorrer aos velhos truques políticos e sustenta que a sua campanha será positiva e articulada em torno de sua principal mensagem de mudança e esperança.

Os especialistas advertem que as campanhas negativas funcionam e apontam que Obama poderia se ver forçado a revisar sua estratégia, mas alertam também do arriscado rumo pelo qual McCain optou.

Bruce Gronbeck, professor da Universidade de Iowa, diz que desde as presidenciais de 1988, nas quais George Bush, pai do atual presidente americano, concorreu e ganhou de Michael Dukakis, os republicanos utilizam os anúncios negativos de forma recorrente.

Gronbeck disse à Agência EFE que em 1988 "80% dos anúncios da campanha de Bush foram negativos", e declarou que desde então a direita americana utilizou com sucesso o recurso do ataque político.

Os democratas, pelo contrário, preferiram desde o início da década de 1930, com a chegada ao poder de Franklin D. Roosevelt, projetar a imagem de um futuro otimista, uma aposta visível e vencedora durante as campanhas de John F. Kennedy, Jimmy Carter e Bill Clinton e que agora é utilizada por Barack Obama.

Gronbeck diz que os republicanos poderiam ganhar ao tentar instigar medo e gerar ansiedade entre os eleitores insistindo na limitada experiência de Obama, que completa na segunda-feira 47 anos e é senador em Washington há pouco mais de três.

Mesmo assim, o acadêmico prevê que dificilmente McCain chegará à Casa Branca sem articular uma mensagem positiva, que deixe claro qual é o futuro que oferece além da prospecção petrolífera em alto-mar e a permanência das tropas no Iraque até a vitória.

James McCormick, diretor do Departamento de Ciências Políticas da Universidade Estadual de Iowa, aponta que atualmente a melhor opção de McCain é o ataque.

"O vento sopra claramente a favor de Obama e dos democratas este ano", disse à EEA página interativa oferece aos internautas a possibilidade de participar de um jogo em que devem adivinhar quem é o famoso - Obama é um deles - através das diferentes declarações.

A primeira adivinhação questiona quem "foi a Whole Foods (uma rede cara de produtos ecológicos) ultimamente e perguntou quanto cobram pela rúcula?".

As opções eram Cameron Diaz, Barack Obama, Jessica Biel e Matt Damon e a resposta correta era o senador democrata, que é mostrado pelos republicanos com óculos de sol e um grande sorriso.

A série de perguntas, na qual todos os representantes da brincadeira fazem comentários mais sérios que os de Obama, termina com o vídeo "Celeb", lançado na quarta-feira, e no qual o presidenciável democrata é comparado com Britney Spears e Paris Hilton.

Essa não é a primeira vez que usam vídeos de humor e a participação popular para deturpar a imagem de Obama.

Há poucas semanas, o mesmo site disponibilizava duas opções de vídeos com trilha sonora romântica para representar o amor da mídia em relação a Obama e quem acessasse decidiria qual seria a canção oficial.

"Os republicanos estão construindo uma imagem negativa de Obama como fizeram com (o candidato democrata à Casa Branca) John Kerry em 2004, que foi apresentado como um elitista distante do americano médio", disse à Agência Efe Thomas Schwartz, professor da Universidade Vanderbilt, de Tennessee.

A pergunta sobre a rúcula e a rede de produtos ecológicos, que certamente não figura entre as opções mais populares dentre as lojas de fast-food, tentaria projetar essa imagem elitista.

Já Obama se limitou a encaixar os golpes baixos e se defender energicamente embora sem seguir, por enquanto, os passos da campanha de seu rival republicano, John McCain.

O senador democrata diz não querer recorrer aos velhos truques políticos e sustenta que a sua campanha será positiva e articulada em torno de sua principal mensagem de mudança e esperança.

Os especialistas advertem que as campanhas negativas funcionam e apontam que Obama poderia se ver forçado a revisar sua estratégia, mas alertam também do arriscado rumo pelo qual McCain optou.

Bruce Gronbeck, professor da Universidade de Iowa, diz que desde as presidenciais de 1988, nas quais George Bush, pai do atual presidente americano, concorreu e ganhou de Michael Dukakis, os republicanos utilizam os anúncios negativos de forma recorrente.

Gronbeck disse à Agência Efe que em 1988 "80% dos anúncios da campanha de Bush foram negativos", e declarou que desde então a direita americana utilizou com sucesso o recurso do ataque político.

Os democratas, pelo contrário, preferiram desde o início da década de 1930, com a chegada ao poder de Franklin D. Roosevelt, projetar a imagem de um futuro otimista, uma aposta visível e vencedora durante as campanhas de John F. Kennedy, Jimmy Carter e Bill Clinton e que agora é utilizada por Barack Obama.

Gronbeck diz que os republicanos poderiam ganhar ao tentar instigar medo e gerar ansiedade entre os eleitores insistindo na limitada experiência de Obama, que completa na segunda-feira 47 anos e é senador em Washington há pouco mais de três.

Mesmo assim, o acadêmico prevê que dificilmente Mccain chegará à Casa Branca sem articular uma mensagem positiva, que deixe claro qual é o futuro que oferece além da prospecção petrolífera em alto-mar e a permanência das tropas no Iraque até a vitória.

James McCormick, diretor do Departamento de Ciências Políticas da Universidade Estadual de Iowa, aponta que atualmente a melhor opção de McCain é o ataque.

"O vento sopra claramente a favor de Obama e dos democratas este ano", disse à Efe McCormick, que destaca que, mesmo assim, há um grande grupo de eleitores que tem dúvidas sobre Obama e que existe uma lógica política ao tentar explorar esses questionamentos.

As enquetes parecem dar razão a McCormick, ao apontarem um desgaste na vantagem de Obama, que vê uma aproximação cada vez mais perigosa de McCain.

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