Campanha de Obama critica Chávez por expulsar ativistas

WASHINGTON - O escritório de campanha do candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, disse hoje que a expulsão de dois membros da ONG Human Rights Watch (HRW) que trabalhavam na Venezuela é outro indício de que esse Governo rejeita os princípios básicos da democracia.

EFE |

Na quinta-feira, o Governo do presidente Hugo Chávez expulsou José Miguel Vivanco, diretor do programa da HRW para a América Latina, e seu subordinado, Daniel Wilkinson, depois que a ONG publicou um relatório de 267 páginas criticando o histórico dos direitos humanos na Venezuela.

A expulsão de ambos é "o mais recente indício da rejeição da Administração de Chávez aos princípios básicos da democracia", disse em um comunicado a porta-voz de Segurança Nacional da campanha de Obama, Wendy Morgi.

Morgi acrescentou que o maior desafio a ser enfrentado pela Venezuela não é a crítica de especialistas independentes, mas as "políticas do Governo de Chávez, que deterioram a estabilidade regional, degradam os direitos humanos e não atendem às necessidades básicas do povo venezuelano".

Para a HRW, a expulsão de Vivanco e Wilkinson só demonstra "a crescente intolerância do Governo de Chávez às opiniões críticas".

O relatório da HRW diz que o Governo venezuelano debilitou as instituições democráticas e as garantias de direitos humanos no país.

O documento analisa o impacto da década de Chávez nos tribunais, nos meios de comunicação, nos sindicatos e na sociedade civil. Além disso, lamenta como o presidente desperdiçou "a extraordinária oportunidade representada pela Constituição de 1999 de fortalecer o estado de direito e a proteção dos direitos humanos na Venezuela".

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