Barack Obama é eleito o primeiro presidente negro dos Estados Unidos

Em seu primeiro discurso como presidente dos Estados Unidos, o democrata Barack Obama agradeceu a participação de todos os americanos nas eleições. Se alguém ainda questiona o poder da nossa democracia, essa noite serve como resposta, disse.

Redação com agências internacionais |


Reuters
Obama e a família comemoraram a vitória em Chicago

Obama e a família comemoraram a vitória em Chicago

"Esta noite os americanos mandaram uma mensagem ao mundo", afirmou, para uma público de cerca de um milhão de pessoas, em Chicago. "A mensagem de que não somos uma coleção de indivíduos ou de Estados azuis e vermelhos. Somos e sempre seremos os Estados Unidos da América."

Obama ressaltou que, embora a noite seja de celebração, está ciente de que os desafios do próximo governo são enormes. Afirmou, ainda, ter a certeza de que nem sempre obterá a aprovação do povo americano.

"A estrada será longa, e talvez não seja possível chegar onde queremos em apenas um ano ou um mandato", afirmou. "Mas eu nunca tive tanta esperança de que vamos chegar lá. Eu prometo que, como povo, vamos chegar lá."

O novo presidente pediu apoio de todos os americanos para construir um país melhor. O convite se estendeu aos eleitores de John McCain: "Eu posso não ter ganho seu voto, mas escuto a sua voz, preciso da sua ajuda, e serei seu presidente também", afirmou, para uma platéia que não se cansava de repetir o slogan da campanha democrata, "Yes we can" ("sim, nós podemos").

Eleição histórica

Obama conquistou a Casa Branca nesta terça-feira, após uma extraordinária campanha de dois anos, derrotando o republicano John McCain e fazendo história ao se tornar o primeiro negro a ser eleito presidente dos Estados Unidos.

Obama tomará posse como o 44 o presidente dos Estados Unidos em 20 de janeiro de 2009, segundo projeções das redes de TV norte-americanas.

Ele terá pela frente enormes desafios, como a crise econômica, a guerra do Iraque e a reforma do sistema público de saúde.

As chances de McCain haviam praticamente desaparecido com a definição em favor de Obama do Estado de Ohio, que em 2004, numa disputa apertada, dera a reeleição ao republicano George W. Bush contra o democrata John Kerry.

Outro golpe fatal para McCain foi a perda da Virgínia, que desde 1964 não votava num democrata.

Obama, senador por Illinois, comanda uma goleada eleitoral democrata, que também ampliou a maioria do partido na Câmara e no Senado, numa demonstração de repúdio do eleitorado aos oito anos do governo republicano de Bush.

A vitória de Barack Hussein Obama, 47 anos, filho de um negro do Quênia com uma branca do Kansas, é um marco na história dos EUA, 45 anos após o auge do movimento dos direitos civis, liderado pelo pastor Martin Luther King.

Numa campanha dominada até o final por notícias ruins na economia, a liderança de Obama e suas propostas sobre como lidar com a crise desequilibraram a disputa a seu favor. As pesquisas de boca-de-urna mostraram que a economia era a principal questão da campanha para 60 por cento dos eleitores.

Dezenas de milhares de simpatizantes de Obama estão reunidos no Grant Park, em Chicago, para uma festa noturna. Enquanto esperam uma aparição do presidente eleito, os seguidores dele aplaudem fervorosamente cada resultado positivo que é exibido no telão.

McCain, 72 anos, senador pelo Arizona e ex-prisioneiro de guerra no Vietnã, pretendia se tornar a pessoa mais velha a assumir a presidência dos EUA. Sarah Palin, sua companheira de chapa, poderia se tornar a primeira mulher vice-presidente.

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