Após meses de enfrentamentos, Hillary Clinton e Barack Obama se reconciliam

WASHINGTON - Após meses de duros enfrentamentos, Barack Obama e Hillary Clinton iniciaram uma etapa de reconciliação na qual, aos elogios e reconhecimentos mútuos, se une a decisão do virtual candidato democrata de ajudar a pagar a dívida eleitoral da senadora.

EFE |

Em um gesto de aproximação, Obama estendeu a mão à sua antiga rival e pediu a seus partidários que a ajudem a financiar sua dívida de US$ 22,5 milhões contraída durante as primárias democratas.

Hillary se dirigiu a seus partidários para dizer-lhes que ainda necessita de ajuda e, em um vídeo na internet, diz que saldar a dívida "contribuirá para a escolha de um novo presidente democrata".

"Ao contribuir para saldar nossa dívida de campanha, estarão ajudando não só para a escolha de um presidente democrata e o aumento de nossa maioria no Congresso. Também tornarão possível que eu trabalhe com maior intensidade na resolução dos problemas que nos preocupam", disse no vídeo.

Obama e Hillary se reuniram esta semana para tratar deste assunto, antes da esperada aparição conjunta em um ato público, que acontecerá amanhã, na localidade de Unity ("União"), no estado de New Hampshire.

Os assessores de Obama escolheram esta localidade, porque, embora Hillary tenha vencido as primárias desse estado, o resultado da votação em Unity foi de 107 votos para o senador e 107 para a ex-primeira-dama.

Este ato servirá para demonstrar que a paz está selada e que o apoio de Hillary a Obama é "ferrenho", segundo seus assessores.

Da mesma forma, o marido de Hillary e ex-presidente Bill Clinton assegurou que "fará o que lhe pedirem" para conseguir que Obama chegue à Casa Branca.

Durante o processo de primárias, Bill Clinton criticou em várias ocasiões o senador por Illinois.

Clinton pôs em dúvida seu histórico de defesa dos direitos civis e seu apoio à comunidade afro-americana, e chegou a afirmar que ele e sua filha Chelsea haviam presenciado líderes sindicalistas simpatizantes de Obama intimidando eleitores durante as primárias.

Mas esses atritos políticos parecem ter ficado para trás, e o porta-voz de Clinton, Matt McKenna, assegurou que o ex-presidente está "obviamente comprometido a fazer o que puder para garantir que o senador Obama se transforme no próximo presidente dos Estados Unidos", embora ainda não se saiba se participará ativamente da campanha.

Obama busca agora atrair os 18 milhões de eleitores que apoiaram Hillary, entre eles a importante minoria latina e milhares de mulheres que deram seu apoio incondicional à senadora de Nova York, e que agora ameaçam votar no Partido Republicano ou não ir às urnas.

"Vamos trabalhar muito duro para fazer com que o senador Obama seja eleito", disse ontem Hillary, em seu retorno ao Senado.

O que não está tão claro é o papel que Hillary passará a ter após as eleições, embora ela insista que "não quer nada", e a partir de agora deseja apenas "ser uma boa senadora".

Mas haverá algo mais? Essa é, por enquanto, a pergunta que está na boca de todos e que, segundo Clinton, só Obama pode responder.

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