Acadêmicos pedem para Obama melhorar relações de EUA com A. Latina

Washington, 28 out (EFE).- Líderes acadêmicos dos Estados Unidos pediram ao candidato democrata Barack Obama que busque uma maior aproximação com a América Latina e promova o desenvolvimento social e econômico da região, caso chegue à Casa Branca.

EFE |

Em carta aberta dirigida ao senador por Illinois, 368 acadêmicos de todo o país pediram que Obama "aproveite a oportunidade de inaugurar um novo período de entendimento e colaboração para o bem comum" com a América Latina.

Eles responsabilizaram o Governo do presidente George W. Bush pela deterioração das relações com a região, em um momento no qual "o prestígio dos EUA se encontra em baixa".

"Pedimos uma mudança e não só nos EUA", diz a carta, datada de 20 de outubro e divulgada hoje.

Os acadêmicos, formados em sua maioria por membros da Associação de Estudos Latino-Americanos (Lasa, em inglês), pediram que Obama entenda o "ímpeto para uma mudança progressista" em várias nações da região, após a rejeição do "fracassado modelo do livre mercado".

Segundo eles, esse modelo concentrou a riqueza e dependeu, sem sucesso, de forças irrestritas de livre mercado para resolver os profundos problemas sociais que afligem o continente.

Quanto à política externa, Obama se manifestou contra o Tratado de Livre-Comércio (TLC) com a Colômbia, pela situação de direitos humanos e trabalhistas que esse país vive e disse que apóia um diálogo com Cuba se houver um processo de transição democrática.

Além disso, apóia um diálogo com o presidente venezuelano, Hugo Chávez.

Seu adversário, o republicano John McCain, apóia o TLC com a Colômbia - ele viajou para esse país e ao México em julho - e foi um crítico das políticas de Havana e Caracas.

No entanto, os acadêmicos consideraram que Washington lutou contra "a esperança e a mudança" e isso ficou refletido em sua resposta aos Governos escolhidos de forma democrática na Venezuela e na Bolívia.

Também pediram para os Estados Unidos mantenham a atenção com a Colômbia, que consideram atualmente "cenário da segunda maior crise humanitária do mundo, com 4 milhões de deslocados internos".

Os acadêmicos somaram à lista de preocupações a necessidade de que os EUA apóiem "de forma positiva" o processo de transição que Cuba atravessa nestes momentos.

O México e a América Central são outras áreas da região que merecem uma maior atenção, sobretudo pela vasta emigração rumo aos EUA, que não se resolve, segundo eles, com a construção de um muro.

"A forma de conduzir a imigração não é construindo um muro gigante, mas através do apoio dos EUA a um desenvolvimento econômico mais eqüitativo no México, na América Central e em toda a região", detalharam.EFE mp/ab/plc

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