Wagner fez a Bahia perder o protagonismo no Nordeste, diz Souto

Em sabatina na FIEB, Paulo Souto se baseou em resultados econômicos para listar perdas acumuladas por gestão petista

Aura Henrique e Lucas Esteves, iG Bahia |

O demista Paulo Souto, candidato ao governo da Bahia, aproveitou seu tempo na sabatina realizada na Federação das Indústrias da Bahia (FIEB), nesta quinta-feira (19), para apontar uma série de perdas que o atual governo acumulou nos quase quatro anos de gestão de Jaques Wagner. Pegando como base os números de sua gestão, Souto comparou as administrações e concluiu que a Bahia sofreu perdas de investimento e perdeu o ‘protagonismo’ da região.

Boa parte dos argumentos do ex-governador foi focada nos resultados econômicos do atual gestor. Segundo o candidato do DEM, a Bahia, nos últimos três anos e oito meses, perdeu investimentos, arrecadação, empregos e, sobretudo, o protagonismo regional que um dia já teve no Nordeste.

Paulo Souto acredita que o governo de Jaques Wagner foi o responsável pela diminuição, com sua política econômica, da capacidade competitiva do setor industrial baiano, o que culminou na queda da participação do Estado junto ao Fundo do Nordeste. Dados oficiais divulgados pelo Ministério da Integração demonstram que a fatia baiana no fundo caiu de 46%, em 2006, para 14% em 2008 e 2009. “Se, em 2006, foram destinados à Bahia R$ 340 milhões, em 2008 e 2009, o valor diminuiu para R$190 milhões”, afirmou o candidato.

“Apesar de o período entre 2006 e 2009 ter correspondido à crise, Ceará e Pernambuco aumentaram suas arrecadações de ICMS, enquanto a Bahia diminuiu”, criticou Souto, ressaltando que, nesta situação, o governador deveria ter usado a sua capacidade de articulação para atrair empreendimentos para a Bahia, uma vez que é amigo do presidente Lula.

Souto exemplificou sua linha de pensamento com a futura instalação de um pólo têxtil no Ceará. O demista acredita que esse investimento, proveniente do governo federal, deveria ser feito na Bahia. Para ele, a decisão é “política e equivocada” e não provocou sequer um protesto formal do governo da Bahia. Esta postura, segundo ele, afeta especialmente as áreas de segurança pública, educação e infraestrutura.

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