Wagner fala de futuro do PT sem Lula presidente

Governador da Bahia acredita que PT será testado para uso democrático de sua 'riqueza de diferenças'

Aura Henrique, iG Bahia |

O governador reeleito da Bahia, Jaques Wagner (PT), após votar neste domingo (31), falou em coletiva sobre o futuro do presidente Lula e de seu partido, após a entrega do cargo. Wagner disse desconhecer os próximos passos do atual presidente e duvida que Lula venha a ocupar algum posto federal por indicação de Dilma Rousseff .  Jaques acredita ainda que a figura de Lula permanecerá uma referência para o partido. “Essa referência sai da Presidência, mas não sai da vida política. Óbvio que ele não terá cargo, a não ser presidente de honra do PT. Não acho que tem sentido ele ter nenhum cargo, mas ele, sem dúvida, estará sempre por perto, aconselhando”, declarou.

O governador da Bahia vê também maturidade em seu partido para tomar decisões neste novo momento. Para ele, com Lula fora da Presidência, as relações internas do PT podem, inclusive, melhorar. “Ele agora deixa de ser a figura central de governo, e, por conta disso, quem sabe pode dedicar mais energia, já que vai estar mais solto à construção partidária e à construção do projeto. Isso dá mais liberdade a ele”, concluiu Wagner.

Para ele, o PT passará agora a ser “testado” no que se refere à diversidade de opiniões e tendências, uma vez que Lula não será mais um “ponto de aglutinação”. “A nossa riqueza são nossas diferenças, a nossa pobreza é quando a gente não sabe trabalhar com elas. A gente vai testar melhor ainda essa nossa capacidade de se reunir em torno do projeto e não em torno da pessoa”, complementou.

Wagner arriscou ainda orientar os próximos passos do partido para uma convivência harmônica sem a figura paternalista de Lula. “O PT tem que ter consciência que tem que se renovar sempre estar aberto a receber novas ideias, e por isso eu insisto que não tenho nenhum problema com as tendências do PT. Meu problema é quando elas se enrijecem e deixam de dialogar pra passar a brigar e a contar voto na convenção”, declarou.

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