Wagner diz não ter inveja por Dilma ter mais votos na Bahia

A candidata Dilma Rousseff foi à convenção depois de ter participado do evento do adversário de Wagner, Geddel Vieira Lima (PMDB)

Lucas Esteves, iG Bahia |

Na manhã deste domingo (27), o PT da Bahia indicou, durante a convenção estadual, o nome do governador Jaques Wagner como candidato da coligação à reeleição. A presença de Dilma Rousseff, candidata do PT à presidência foi comemorada pelos números da última pesquisa CNI/ Ibope, que mostrou a petista à frente de José Serra (PSDB) com 40% das intenções de votos.

O governador Wagner brincou com o desempenho da ex-ministra dizendo que, atualmente, a petista tem mais votos na Bahia do que ele próprio. “Digo isso sem ciúme nem inveja. No começo do ano, eu tinha mais votos que você. Agora, depois da pesquisa, vejo que você tem mais do que eu. E sei que vamos usar isso como um fator importante para levarmos essa eleição já no primeiro turno”

Mas, tal qual aconteceu na convenção peemedebista no início da semana, o pronunciamento de Dilma esfriou o clima do encontro, que até o momento do discurso de Jaques Wagner reunia militantes, jornalistas e fotógrafos a disputarem a melhor visão dos políticos no palco do Salão Yemanjá. Dez minutos de fala bastaram para esvaziar a “zona do gargarejo” e deixar a convenção até tranquila.

E, também repetindo a convenção do PMDB, Dilma cometeu uma gafe. No final do discurso, desejou “Axê” à Bahia. A expressão correta e consagrada, porém, é “Axé”. O erro provocou risos e caras amarradas na platéia.

Durante os pronunciamentos, os candidatos ressaltaram que a coligação petista busca continuar o projeto do presidente Lula e, na Bahia, ter uma chance nova de atuação mais abrangente no estado. Segundo Wagner, o projeto do partido para o estado em 2010 foi sedutor o suficiente para inclusive trazer de volta da aposentadoria da política o ex-vice governador Otto Alencar, integrante do carlismo nos anos 80 e 90.

“Elogio a coragem e o desprendimento de Otto, que deixou o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas dos Municipios, onde estava com a vida aparentemente ganha, para voltar à política. Ele fez isso porque foi convencido pelo nosso projeto de melhoria para a Bahia”, argumentou.

O evento, classificado como “desimportante” pelo presidente do partido, Jonas Paulo, superlotou o Centro de Convenções da Bahia, que ficou pequeno para as militâncias de oito partidos reunidas. Foi tipicamente baiano: quente, com batucada incessante, acotovelamento de gente e empurra-empurra.

Grandes grupos dos diversos partidos (PT, PP, PSB, PDT, PCdoB, PRB e PSL) dividiam espaço com bandeiras, usando uniformes e cantando jingles de campanha. Nos salões menores onde havia as convenções das legendas menores, muita gente se espremia para acompanhar as indicações. Já quem não estava interessado em se misturar à “confusão” maior pôde até dançar na companhia de um grupo de samba partido alto, que tocava dentro da sala reservada ao encontro do PRB.

Além de Wagner e Alencar, a coligação do partido indicou como candidatos ao Senado os deputados federais Walter Pinheiro (PT) e Lídice da Mata (PSB).

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