Wagner deve ser o principal alvo no primeiro debate da campanha

Segurança promete ser o assunto mais abordado pelos adversários do governador e candidato à reeleição

Lucas Esteves, iG Salvador |

O primeiro debate entre os candidatos ao Governo da Bahia nesta campanha acontecerá na noite desta quinta-feira e será transmitido pela Band para todo o Estado a partir das 22h. No primeiro encontro, a possibilidade de que o atual governador, Jaques Wagner (PT), seja o principal alvo de críticas dos adversários é grande. Confirmaram presença os candidatos Paulo Souto (DEM), Jaques Wagner (PT), Geddel Vieira Lima (PMDB), Marcos Mendes (PSOL) e Luiz Bassuma (PV).

O petista tem fortes possibilidades de vencer o pleito logo no primeiro turno, segundo as últimas pesquisas de intenção de votos, e os debates, antes do início da propaganda de rádio e TV, são fundamentais pra que os concorrentes tentem mudar o pensamento do eleitorado de Wagner. O tema preferido dos candidatos contra o governador deve ser a Segurança Pública.

Com 922 assassinatos registrados oficialmente ente janeiro e junho deste ano, a Bahia atravessa uma escalada de violência que colocou o tema como o centro da discussão política este ano. A polêmica superou com folga no cenário estadual outros típicos assuntos que costumam render acalorados debates, como Saúde e Educação. No mês passado, a negativa de Wagner em comparecer a um debate organizado pela União dos Municípios da Bahia (UPB) causou revolta nos concorrentes e o consequente cancelamento do encontro, o que faz este evento ser particularmente aguardado.

Os críticos mais ferrenhos do governador devem ser exatamente seus adversários mais diretos pelo posto: Paulo Souto (DEM) e Geddel Vieira Lima (PMDB). O primeiro acumula experiência de governador por dois mandatos, o último deles anterior à atual gestão petista. Em seu favor, tem argumentos sobre realizações de sua administração que julga abandonadas por Wagner e prega o retorno do esplendor econômico da Bahia que coincidiram com a administração do antigo PFL com correções dos erros do atual governador.

Já o peemedebista é dissidente do governo do PT e exerceu no último ano e meio forte oposição a Wagner. Como titular do Ministério da Integração Nacional, pôde executar obras com verba federal em boa parte do Estado, o que o tornou mais conhecido. As intervenções que trouxe à Bahia o deram a fama de “político que tira obras do papel” e suposto conhecimento de causa acerca dos problemas que mais afligem os baianos.

Correm por fora o deputado federal Luiz Bassuma (PV) e o sindicalista Marcos Mendes (PSOL). Ambos realizam campanhas de pequeno porte – representam cerca de 1% de intenções de voto juntos - e também devem investir na crítica ao governador. Entretanto, planejam meios alternativos para defender mudanças na Bahia. Enquanto o verde defende uma política sem acordos partidários e uma conjugação de defesa ao meio-ambiente aliada a fortes políticas sociais, Mendes investe nas típicas prerrogativas do partido, como o rompimento com a submissão ao capital e ênfase no poder de transformação de um governo controlado pelo povo.

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