Wagner contesta dados sobre investimentos em segurança pública

Governador candidato à reeleição diz que gastos no setor passaram a R$ 5,1 bilhões em sua gestão

Aura Henrique, iG Bahia |

O candidato à reeleição para o governo da Bahia, Jaques Wagner (PT), contestou hoje dados sobre investimentos em segurança pública apresentados por jornalistas durante sabatina realizada pelo grupo de telecomunicações A Tarde, em Salvador. “Eu quero ver onde vocês acharam esse número. Esses são os dados da oposição”, disse Wagner, ao afirmar que os gastos no setor passaram de R$ 3,1 bilhões para R$ 5,1 bilhões em seu governo.

Os dados anunciados por Wagner trazem 1.500 novas vagas em presídios, 1.700 carros alugados a serviço da segurança, a contratação de seis mil homens e o deslocamento, para fora de presídios baianos, de criminosos de alta periculosidade, que controlavam o narcotráfico de dentro da cadeia.

O petista fez objeção também à atração de “grandes investimentos”, supostamente proporcionada pela gestão do ex-governador Paulo Souto no Estado, ocasionada por uma política agressiva de incentivos fiscais. “Pagamos um preço muito alto por emprego trazido”, afirmou Wagner. “O que recebi foi uma conta a pagar grande, de crédito estocado e promessas não cumpridas”, concluiu.

Para Wagner, a Bahia presenciou apenas três ciclos de grande desenvolvimento, o primeiro proporcionado pela cultura do cacau, o segundo pela indústria petroquímica e o terceiro pelo pólo automobilístico da Ford.

O governador aproveitou também para negar promessa supostamente feita na campanha passada sobre o fim da contratação temporária de pessoal através do Regime Especial de Direito Administrativo (Reda). “Todo o Reda agora passa por seleção. Eu não disse que ia acabar”, garantiu. “Acho impossível gerir um Estado só com concurso público. Não ter alternativa é engessar o estado” disse.

Questionado sobre os gastos de R$ 307 milhões em convênios com ONGs sem licitação, muitas delas geridas por integrantes do PT, como é o caso do Instituto Brasil, Wagner afirmou que, se comprovada a denúncia, as medidas cabíveis serão aplicadas. Sobre a responsabilidade dos atos, disse: “eu não convivo com malfeito. Já disse aos meus secretários: se fizerem coisa errada, não me procurem, procurem vossos advogados”.

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