Wagner afirma que Geddel apoiará Dilma no 2º turno

Para o governador, PMDB tem `compromisso e obrigação¿ de seguir candidatura

Lucas Esteves, iG Bahia |

Após a reeleição de Jaques Wagner (PT) para governador na Bahia e encerrado o período eleitoral estadual, Geddel Vieira Lima (PMDB), derrotado pelo petista, tornou-se agora o político mais cortejado do Estado por conta da realização de um segundo turno para a eleição à Presidência da República. O apoio do ex-ministro da Integração Nacional, que conquistou um milhão de votos neste ano, é considerado pelo PT e PSDB locais como fundamental para que a Bahia possa contribuir maciçamente para a vitória ou de José Serra (PSBD) ou de Dilma Rousseff (PT).

Para Wagner, Geddel deverá ficar ao lado de Dilma Rousseff por uma questão de princípios, lógica e palavra. Segundo ele, sua candidatura derrotada no último domingo foi apoiada pela coligação nacional PMDB/PT durante todo o período eleitoral. “Olha o PMDB da Bahia participou da escolha de Michel Temer para vice de Dilma. Em minha opinião, eles têm compromisso e obrigação de fazer a campanha. A ministra Dilma foi às duas convenções – a minha e a do PMDB – cumpriu todos os compromissos de dizer que tinha dois candidatos que a apoiavam”, argumentou.

O governador alegou ainda que a retirada do apoio formal ao seu nome na corrida estadual, ocorrida a nove dias da votação, não é motivo o suficiente para que Geddel cancele os compromissos estaduais com Dilma. “Naquele momento, eu tinha 51% (nas pesquisas), Geddel 11% e ela queria estimular a concentração da votação em mim, o que politicamente era correto. A reclamação (do PMDB) não é própria”.

Por enquanto, o fato não se apresenta como provável. Além da insatisfação do próprio Geddel e da direção do PMDB com a atitude de Dilma, boa parte das bases estaduais – especialmente os prefeitos – está descontente com a presidenciável e pode ser difícil a reunião de todos os apoios como havia durante a campanha.

A repulsa a Dilma na reta final da campanha foi tamanha no partido que boa parte dos disseminadores da candidatura da petista no interior da Bahia orquestrou votos de última hora em Marina Silva (PV). Durante a apuração do último domingo, a possibilidade de segundo turno era comemorada com gritos e xingamentos no comitê central do PMDB em Salvador.

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