Wagner abandona estilo conciliador e parte para críticas

Candidato à reeleição, governador petista muda o tom do discurso para se defender dos adversários

Lucas Esteves, iG Bahia |

Jaques Wagner (PT) não costuma entrar em embates verbais com seus adversários políticos nem fazer-lhes críticas afiadas, mas nesta quinta-feira abandonou seu estilo peculiar e mudou o tom do discurso. Em entrevista a um programa da TV Aratu durante a manhã, o governador e candidato à reeleição criticou cada um dos seus adversários em geral, particularmente Geddel Vieira Lima (PMDB) e Paulo Souto (DEM).

Geddel foi o mais duramente atacado por Wagner. O petista o acusou de ser um político que não está preocupado com as questões populares, mas apenas em seus desejos pessoais de ser um político famoso. "Ele não tem compromissos com projetos. Só se preocupa com ele mesmo. Geddel coloca os interesses pessoais acima de qualquer coisa. Foi desleal comigo e com Lula", disse.

Já Paulo Souto (DEM) mereceu de Wagner uma provocação sobre os seus oito anos anteriores como governador baiano. Nas décadas de 90 e 2000 o demista esteve à frente do Executivo e, de acordo com Wagner, não conseguiu resolver os problemas do Estado. Por este motivo, nas declarações do petista, Souto é entre todos o único que não tem moral de dizer ao povo que conhece o caminho para a resolução das questões estaduais.

Por fim, Wagner atacou também os adversários menores, Luiz Bassuma (PV) e Marcos Mendes (PSOL). Bassuma foi chamado por Wagner como “performático”, enquanto Mendes foi considerado inerte, apesar de, para o governador, ser “bem-intencionado”.

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