Vereadora Lucinha nega ter pedido emprego em papel timbrado

Recordista de votos, a candidata a deputada estadual afirma que não distribui remédios nem precisa de centro social para se eleger

Flávia Salme, Raphael Gomide e Samia Mazzuco, iG Rio de Janeiro |

A vereadora do Rio Lucinha, candidata a deputada estadual pelo PSDB, afirmou ao iG que os remédios apreendidos em seu centro social não são de sua responsabilidade e disse que não pediu emprego em papel timbrado para seus eleitores.

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) relatou ter apreendido no local três remédios Utrogestan 200mg, amostra grátis, com a validade vencida. “Isso [apreensão de remédios] não foi no meu [centro social], não. O meu não tem esse tipo de tratamento. Temos lá atendimento de advogada e dentista”, disse.

O medicamento é usado em tratamento de fertilização para mulheres. Indagada sobre o atendimento ginecológico, ela recua: “Tem, mas não tem nenhum medicamento, não. A consulta é com o preventivo, era realizada há mais de dez anos” diz.

A vereadora negou ter encaminhado pedidos de emprego para eleitores em papel timbrado de seu gabinete na Câmara Municipal. “Isso aí é história”.

Reprodução
Ficha com número de título eleitoral com Lucinha (dados protegidos pelo iG para preservar a identidade dos eleitores)
Lucinha afirma que as fichas de filiação partidária encontradas em um dos seus centros sociais “faziam parte de um arquivo morto, e deveriam ter sido jogadas fora”.

A vereadora disse que não precisa de centro social para se eleger. “Tenho o centro social há 13 anos, minha filha. Eu me elegi em 1996 e não tinha centro social. Nunca precisei de centro social para me eleger”, diz.

Incomodada com as denúncias do TRE, reclamou: “Acho interessante que vocês (repórteres) nunca foram visitar um centro social para ver de perto, há quantos anos funciona, que tipo de tratamento é feito, como as pessoas são atendidas. Quando chega um momento de eleição, todo mundo quer discutir o que é o centro social”, disse.

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