Veja o reflexo do caso em outras candidaturas

Julgamento de Roriz pode ampliar ou diminuir chance de deputados, ex-senadores e ex-governadores disputarem as eleições

Severino Motta, iG Brasília |

Dos cerca de 250 candidatos barrados pela Lei da Ficha Limpa, seja nas instâncias regionais ou superiores da Justiça, o caso de Joaquim Roriz (PSC) pode impactar de maneira mais, ou menos direta. Conheça alguns deles:

Jader Barbalho (PMDB-PA) – O político renunciou a seu mandato no Senado em 2002 para escapar de um processo de cassação. Ele foi enquadrado pelo Tribunal Superior Eleitoral no mesmo artigo que Roriz na Lei da Ficha Limpa. O resultado do julgamento do político do Distrito Federal deve se repetir para o paraense.

Paulo Rocha (PT-PA) – O deputado renunciou ao mandato para escapa de um processo de cassação no episódio do Mensalão. Seu destino deve ser o mesmo de Roriz no STF.

Paulo Maluf (PP-SP) – Foi barrado pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo por ter sido condenado num caso de improbidade administrativa. Se o Supremo decidir que a Ficha Limpa vale para as eleições deste ano deve ter seus recursos negados e permanecer inelegível.

Roseana Sarney (PMDB-MA) - Sua candidatura foi liberada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão, mas um recurso contra sua candidatura foi apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelo Ministério Público. Se o STF entender que a Ficha Limpa vale para estas eleições o TSE terá de julgar se uma condenação por propaganda antecipada foi ou não abuso de poder político. Se a resposta for positiva ela ficará inelegível.

Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) – O ex-governador da Paraíba teve seu mandato cassado mas já cumpriu os três anos de inelegibilidade previstos na antiga lei das inelegibilidades. Se a Ficha Limpa valer para as eleições deste ano e o TSE confirmar o barramento de sua candidatura o STF terá que analisar, posteriormente, se alguém que já cumpriu sua sentença pode ver sua pena ampliada e ficar inelegível por 8 anos, como determina a nova Lei.

Jackson Lago (PDT-MA) – O político, que teve seu mandato de governador cassado, teve a candidatura liberada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão, mas o Ministério Público recorreu ao TSE contra a decisão. Se a Ficha Limpa valer para este ano e o TSE barrar sua candidatura ele cairá no mesmo critério que Cássio Cunha Lima.

Marcelo Miranda (PMDB-TO) – Como Jackson, Miranda, ex-governador cassado, teve seu registro deferido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins. O Ministério Público recorreu da decisão. Se a Ficha Limpa valer para este ano e o TSE barrar sua candidatura ele cairá no mesmo critério que Cássio Cunha Lima.

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