Veja o que acontece em cada Estado

PT e PMDB têm racha em quase metade do País, segundo levantamento do iG com os partidos

Andréia Sadi e Adriano Ceolin, iG Brasília |

SUL

Rio Grande do Sul

Existe uma polarização história entre PT e PMDB que impede a negociação de uma aliança. Para 2010, ambos têm candidato ao governo. O ex-ministro da Justiça Tarso Genro é o candidato do governo, mas o ex-prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, deve se lançar pelo PMDB. Eles tentam evitar a reeleição da governadora Yeda Crusius (PSDB). Dilma deve subir em dois palanques no Estado.

Em algumas regiões do Estado, o PMDB não aceita a aliança com Dilma. O PMDB local, que tem o senador Pedro Simon como uma das principais lideranças, já disse que apoia Dilma mas não apoia Tarso Genro.

Em visita ao Estado gaúcho, Serra reconheceu ter afinidade com o pré-candidato do PMDB e espera estar próximo de "muita gente do PMDB" durante a campanha.

Como o PMDB não tem candidato à Presidência, Dilma e Serra querem o apoio de Fogaça, que seria o segundo palanque de um dos dois.

Os partidos fechados com Dilma no Estado são, além do PT, PDT, PSB e PCdoB.

Paraná

O impasse do PT no Estado é com o PDT. Apoiado pelo presidente Lula, Osmar Dias é pré-candidato ao governo. No entanto, Dias exige do PT que a senadora Gleisi Hoffmann (PT), mulher do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, seja sua vice. O PT não abre mão de lança-la ao Senado. Com isso, Osmar Dias ameaça abandonar a disputa no Estado e chegou a flertar com o PSDB de José Serra.

O ministro Carlos Lupi, presidente licenciado do PDT nacional, descarta o apoio ao adversário de Dilma. Caso Dias saia da disputa, Dilma pode subir no palanque do atual governador, Orlando Pessuti, do PMDB.

Outra alternativa avaliada pelo PT é liberar Gleisi para vice caso Dias consiga costurar uma aliança com o PMDB. Mas, para isso, o partido precisa abrir mão da candidatura própria. Assim, Gleisi comporia a chapa na vice e o PMDB lançaria o ex-governador Roberto Requião para o Senado.

Santa Catarina

O Estado é governado atualmente pelo tucano Leonel Pavan. Ele faz parte da tríplice aliança formada por PMDB, PSDB e DEM. O PT deve lançar a senadora Ideli Salvatti ao governo. No entanto, Ângela Amin, do PP, também quer disputar. Dilma deve subir no palanque de Ideli.

Já o PMDB quer lançar Eduardo Pinho Moreira, presidente estadual do partido, e o DEM, o senador Raimundo Colombo. No entanto, PT e PMDB conversam para costurar apoio, mas o partido de Michel Temer na região trabalha para manter a tríplice aliança e dar palanque a Serra.

SUDESTE

São Paulo

No maior colégio eleitoral do país, PT e PMDB são adversários. O PMDB local é liderado por Orestes Quércia, que apoia os candidatos tucanos José Serra para a Presidência e Geraldo Alckmin para governo. No ano passado, após eleição do prefeito Gilberto Kassab, do DEM, para a cidade de São Paulo, Quércia lançou o movimento do PMDB pró-Serra.

Em um acordo durante a eleição municipal de 2008, o PMDB ficou com a vaga de vice na chapa de Kassab. O cargo foi ocupado por Alda Marco Antônio. Em troca do apoio na eleição, Quércia ficou com a vaga a senador na chapa do DEM e PSDB na eleição de 2010.

O palanque de Dilma no Estado será do senador Aloizio Mercadante, do PT. O PSDB governa o Estado há 16 anos. Alckmin é o líder das pesquisas, seguido por Mercadante.

Rio de Janeiro

Depois de muita briga, o PT resolveu apoiar a campanha à reeleição do governador Sérgio Cabral (PMDB). O ex-prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), queria sair candidato, mas o atual governador Sérgio Cabral (PMDB), pressionou o governo e conseguiu com que Farias não tivesse respaldo do PT.

Lindberg Farias esperava ser aclamado candidato do PT ao Senado, mas precisou derrotar a secretária de Ação Social do governo fluminense, Benedita da Silva em prévia interna.

O palanque do PT, como anunciou Dilma, será do PMDB no Estado. No entanto, a ex-ministra vai enfrentar outra saia justa, só que com o PR: Anthony Garotinho, ex-governador do Estado, quer que Dilma suba em seu palanque. Cabral pressiona para evitar o palanque duplo, mas a ex-ministra disse que outros apoios ainda serão avaliados pelo comando da campanha.

Espírito Santo

O PMDB governa o Estado atualmente, mas não deu palanque a Lula nem em 2002 nem em 2006. Paulo Hartung é amigo pessoal de José Serra, da época em que era do PSDB, mas o PMDB deve ficar com o senador Renato Casagrande, candidato ao governo pelo PSB. O PT de Dilma vai apoiar Casagrande

Luiz Paulo Velloso (PSDB) será candidato ao governo, dando palanque ao Serra.

Minas Gerais

Segundo maior colégio eleitoral do país, Minas Gerais é a menina dos olhos do PMDB na eleição estadual de 2010. PT e PMDB protagonizam a mais polêmica disputa pela candidatura própria. Pelo PT, o ex-ministro Patrus Ananias e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel mostraram interesse pela vaga. Para garanti-la, disputaram prévia e Pimentel foi o vencedor.

No entanto, o PMDB não abre mão de lançar o também ex-ministro Hélio Costa para o governo. Inclusive, condiciona o anúncio da aliança formal à candidatura de Dilma ao gesto do PT em Minas Gerais.

O PT e o PMDB anunciaram que terão palanque único no Estado, mas adiaram a decisão da cabeça de chapa. No entanto, um acordo nos bastidores já estaria feito: Hélio Costa para o governo e Pimentel disputaria uma vaga na chapa para o Senado.

Sem o anúncio, o casamento entre PT e PMDB para a aliança em torno de Dilma Rousseff foi adiado para junho. Anteriormente marcado para o dia 15 de maio, quando o nome de Michel Temer seria ratificado como vice de Dilma, o evento deve acontecer somente no dia 12 de junho, um dia antes da convenção petista.

NORTE

Acre 

PT e PMDB são adversários históricos. Nunca houve possibilidade de acordo. O senador Tião Viana (PT) é o candidato da base aliada ao governo. Para o Senado, a chapa será formada por Jorge Viana (PT), irmão de Tião, e Edvaldo Magalhães (PC do B). Atualmente, o PMDB é a terceira força no Estado. Para o governo, pretende lançar o vereador de Rio Branco Rodrigo Pinto. Atual senador Geraldo Mesquita (PMDB) quer disputar a reeleição. O ex-deputado federal João Correia (PMDB) é cotado para ficar com a segunda vaga.

Amapá 

O PT tende a apoiar o ex-prefeito de Macapá, Camilo Capiberibe (PSB), e com isso poderá indicar o vice da chapa. O candidato ao Senado será João Capiberibe. Comandado pelos senadores Gilvam Borges e José Sarney, o PMDB quer apoiar Lucas Barreto (PTB) para o governo. Gilvam é candidato à reeleição. Sarney tem mais quatro anos de mandato por isso não entra na corrida eleitoral deste ano.

Amazonas 

O senador Alfredo Nascimento (PR) conseguiu formar aliança com o ex-prefeito de Manaus Serafim Correa (PSB). O senador Jefferson Praia (PDT) deve compor a chapa para disputar a reeleição. A segunda vaga ficaria com a Professora Marilene (PT). No PMDB, as articulações estão sob o comando do ex-governador Eduardo Braga, que disputará o Senado. Para o governo, ele apoia Omar Aziz (PMN), que foi seu vice. A deputada federal Vanessa Graziotin (PC do B) ficará com a segunda vaga ao Senado.

Rondônia 

Apesar da boa relação, PT e PMDB vão lançar candidatos separados ao governo do Estado. O deputado Eduardo Valverde será o representante do PT e o ex-prefeito Ariquemedes Confúcio Moura concorrerá pelo PMDB. Agora, para o Senado, os dois partidos farão uma aliança branca entre os atuais senadores Valdir Raupp (PMDB) e Fátima Cleide (PT). Eles vão disputar a reeleição em chapas separadas, mas farão campanha pelo segundo voto um para o outro. O principal adversário deles é o ex-governador Ivo Cassol (PP).

Pará 

Aliado de Lula em nível nacional, o deputado federal e presidente do PMDB no Pará, Jader Barbalho, vai disputar o governo contra a atual governadora Ana Julia Carepa. Em 2006, os dois estiveram juntos, mas não conseguiram se acertar este ano. Pelo PT, será lançado ao Senado o atual deputado federal Paulo Rocha (PT). Os candidatos ao Senado na chapa de Jader ainda não foram definidos. O PT ainda tenta convencê-lo a desistir da candidatura ao governo e compor a chapa como candidato ao Senado.

Roraima 

Situação confusa. Líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) disputa a reeleição com o apoio informal do PT, mas ele próprio vai compor chapa com a oposição. Jucá acertou firmar aliança com o governador Anchieta Filho (PSDB), que disputará a reeleição e dará palanque para José Serra (PSDB). A segunda vaga ao Senado ficará com Marluce Pinto (PSDB). Sem força no Estado, o PT tende a ficar com o candidato ao governo pelo PP, Neudo Campos. Adversário de Jucá no Senado, o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB) disputará o governo.

Tocantis 

PMDB e PT estão separados. O atual governador Carlos Gaguinho foi lançado pelo PMDB. Seus candidatos ao Senado serão o ex-governador Marcelo Miranda (PMDB) e o Leomar Quintanilha (PMDB), que tenta a reeleição. O PT deve lançar para o governo Paulo Mourão. Suplente de Quintanilha no Senado, Sadi Cassol (PT) disputará uma vaga ao Senado. A outra não foi definida. Aliado de Lula no Congresso, o atual senador João Ribeiro (PR) está no palanque da oposição liderada por Siqueira Campos (PSDB).

NORDESTE

Alagoas 

A aliança foi minada após o lançamento da candidatura do senador Fernando Collor (PTB) ao governo do Estado. Em princípio, a base aliada teria um único candidato: o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), apoiado pelo PT e o PMDB. O articulador da chapa foi Renan Calheiros (PMDB), que tenta a reeleição ao Senado. Collor entrou na disputa e tenta fazer com que Joaquim Beltrão (PMDB) seja seu vice na chapa. Isso desmontaria a chapa de Lessa, que foi convencido por Renan a não concorrer ao Senado para abrir caminho para ele. Candidata a presidente em 2006, Heloísa Helena (PSOL) tenta retornar ao Senado como oposicionista.

Bahia 

O atual governador Jaques Wagner (PT) disputará a reeleição. O ex-ministro Waldir Pires e o deputado federal Walter Pinheiro querem ser candidato ao Senado pelo PT. A segunda vaga na chapa de Wagner vai ficar com o Lídice da Mata (PSB). O PMDB lançou o deputado federal e ex-ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) como candidato ao governo do Estado. Ele fechou aliança com o PR, do senador Cesar Borges que tentará a reeleição. Não haverá um nome para a segunda vaga. Ex-DEM, Borges deve fazer campanha informal com José Ronaldo (DEM).

Ceará 

PMDB e PT têm acordo para o candidato ao governo. Será Cid Gomes (PSB), que tentará a reeleição. O problema são as vagas ao Senado e tem como origem a saída de Ciro Gomes (PSB) da disputa pelo Palácio do Planalto. O grupo liderado por seu irmão Cid é hostil ao pré-candidato do PT ao Senado, o deputado federal José Pimentel, e tem ótima relação com o senador Tasso Jereissati (PSDB) _que tentará disputar a reeleição. O PMDB cearense já acertou que a outra vaga para o Senado será do deputado Eunicio Oliveira, que foi ministro de Comunicações no governo Lula mas mantém boa relação com Tasso.

Paraíba 

O palanque único será comandado pelo governador José Maranhão (PMDB), candidato à reeleição. O deputado Wilson Santiago será candidato ao Senado pelo PMDB na chapa. O PT apoia os dois e tenta manter Luciano Cartaxo como vice-governador de José Maranhão. O problema no Estado é o PSB, que decidiu lançar o ex-prefeito de João Pessoa Ricardo Coutinho como candidato ao governo. Ele nega, mas poderá ser vir de palanque para José Serra (PSDB), já que seus candidatos ao Senado serão Cássio Cunha Lima (PSDB) e Efraim Morais (DEM).

Pernambuco 

PT e PMDB serão adversários há anos no Estado e nunca houve possibilidade de acordo para dar um palanque único para Dilma Rousseff (PT). Os petistas vão apoiar a reeleição de Eduardo Campos (PSB), que terá como candidatos ao Senado o deputado Armando Monteiro Neto (PTB) e o ex-secretário e ex-ministro da Saúde Humberto Costa (PT). O PMDB lançou o senador e ex-governador Jarbas Vasconcellos (PMDB), que terá como candidatos ao Senado Raul Jungmann (PPS) e Marco Maciel (DEM).

Rio Grande do Norte 

O PT vai apoiar a reeleição de Ibere Ferreira (PSB), que assumiu o governo depois que Wilma Faria (PSB) renunciou para disputar o Senado. O PMDB não comporá o palanque. O senador Garibaldi Alves Filho (PMDB) anunciou que apoiará a candidatura da senadora Rosalba Ciarlini (DEM) ao governo do Estado. O suplente dela é o pai do senador peemedebista, Garibaldi Alves. Se ela vencer, o pai do senador ganha quatro anos de mandato no Senado.

Sergipe 

O PT terá o atual governador Marcelo Déda como candidato à reeleição. O PMDB tenta emplacar na chapa o senador Almeida Lima (PMDB), que tentará disputar a reeleição também. Déda, por ora, só fechou o atual senador Antonio Carlos Valadares (PSB). Ele negocia ainda com o PSC, que quer indicar o deputado Eduardo Amorim para a segunda vaga ao Senado.

Maranhão 

O PT nacional pretende intervir no diretório regional para forçar a aliança com a governadora Roseana Sarney (PMDB), que é candidata à reeleição. No mês passado, o partido havia decidido aliar-se ao deputado Flávio Dino, que foi lançado ao governo pelo PC do B. Pelo PMDB, o senador Edison Lobão tentará a reeleição. O segundo nome da chapa não foi definido. O PDT também está fora aliança. O partido decidiu lançar o ex-governador Jackson Lago e deverá ter um nome indicado pelo PSDB como vice. Com isso, Jackson deverá ser o palanque de Serra no Estado.

CENTRO-OESTE

Distrito Federal 

O candidato do PT ao governo é o ex-ministro Agnelo Queiróz. O PMDB tenta indicar o vice na chapa, mas a base petista resiste. Isso porque parte do PMDB do DF apareceu nas investigações da Operação Caixa de Pandora. Para o Senado, a chapa do PT deverá contar com Cristovam Buarque (PDT) e Rodrigo Rollemberg (PSB). Outro aliado no plano nacional, o senador Gim Argello (PTB) tentará um novo mandato na chapa do oposicionista comandada por Joaquim Roriz (PSC), que ainda negocia o apoio do PSDB nacional.

Goiás 

O ex-prefeito de Goiânia Iris Rezende (PMDB) é o candidato da base aliada. O PT aceitou firmar aliança, mas vair indicar o nome do vice ou de uma das vagas ao Senado. Nesse caso o nome mais forte é do atual deputado Rubens Ottoni (PT). Os dois partidos ainda tentam atrair outras siglas aliadas ao governo Lula. Na mesa de negociação, oferecem a segunda vaga para o Senado. Os alvos são PDT e PR, que lançou como o ex-prefeito de Senador Candedo Valderbran Cardoso ao governo do Estado.

Mato Grosso 

O PT e PR vão apoiar a reeleição do governador Sinval Barbosa (PMDB), que em abril assumiu o lugar que era de Blairo Maggi (PR). Este garantiu uma vaga para concorrer ao Senado. Outra caberá a Carlos Abicalil (PT), deputado federal que venceu a prévia contra a atual senadora Serys Slhessarenko (PT ). O partido ainda tenta convencê-la a disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.

Mato Grosso do Sul 

O atual governador André Puchinelli (PMDB) tentará a reeleição. Ele não conseguiu firmar aliança com o PT, que deve lançar o ex-governador Zeca do PT. Para o Senado, o PMDB vai lançar o deputado federal Waldemir Moka que venceu a prévia contra o atua senador Valter Pereira (PMDB). Por sua vez, o PT apoiará a reeleição do senador Delcídio Amaral (PT). Não foi definido o nome do candidato na segunda vaga. Com a falta de acordo com o PT, Puchinelli deverá ser o palanque de José Serra (PSDB) no Estado.

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