Valéria se assustou com indicação do DEM para ser vice de Serra

Em entrevista ao iG, o deputado Vic Pires Franco (DEM-PA) afirma que sua mulher, Valéria, prefere disputar Senado

Adriano Ceolin, iG Brasília |

Em entrevista ao iG , o deputado federal Vic Pires Franco (DEM-PA) deu detalhes sobre as negociações para que a mulher dele, Valéria, seja a vice na chapa de José Serra (PSDB) para a disputa do Palácio do Planalto. “Foi uma reunião da Executiva do partido, há cerca de 10 dias. Ela foi comunicada e chamada a Brasília. Aconteceu logo depois da pesquisa do Ibope em que a Valéria apareceu com 48%”, disse.

Na noite desta quarta-feira, o iG noticiou que o nome de Valéria foi apresentado formalmente à cúpula do PSDB. No entanto, a reportagem afirmou que ela resiste a aceitar, pois prefere disputar o Senado. Por isso, o DEM também mantém como opções os nomes do senador José Agripino (RN) e do deputado federal José Carlos Aleluia (BA). A convenção do DEM para definir o vice está marcada para o dia 30.

Segundo Vic Pires Franco, Valéria ficou “assustada” com a indicação do DEM para ser vice de Serra. “E quase à beira de um ataque de nervos porque ela não esperava realmente. Estava preparada para disputar o Senado”, disse. O deputado afirmou que ela se colocou “à disposição do partido”. “Mas a gente reza para que ele não convide. Ela prefere ficar aqui no Pará”, disse.

Valéria Pires Franco, 41 anos, quer ser candidata ao Senado na chapa de Simão Jatene (PSDB), de quem ela foi vice-governadora entre 2003 e 2006. O tucano, porém, tenta forçar que dispute de novo a eleição como companheira de chapa dele.

A falta de um acordo abriu a possibilidade de o PT tentar fechar uma dobradinha com Valéria. Segundo Pires Franco, ela já foi procurada pela atual governadora e candidata à reeleição, Ana Júlia Carepa (PT).

Confira os principais trechos da entrevista com Vic Pires Franco.

iG - Como se deram as conversas para Valéria ser a vice do Serra?
Vic Pires Franco – O nome dela foi apresentado ao PSDB. Só que ela está muito focada na campanha do Pará. Ela está com 48% na pesquisa para o Senado. Agora o nome dela foi apresentado aos tucanos, junto com o do Aleluia e o do Agripino. É o PSDB que vai decidir.
iG – O senhor acha que poderia ser uma boa oportunidade disputar a vice ou prefere que ela concorra ao Senado?
Pires Franco – Se depender de mim, ela tem de disputar o Senado. Se ela quiser a opinião do companheiro de partido, de vida, de marido, eu acho que ela tem de disputar o Senado.
iG – Ela é melhor que o Aleluia e o Agripino?
Pires Franco - Não dá para comparar. Ninguém dá para botar defeito nos currículos de Agripino e do Aleluia. Acho que o partido agora evoluiu, deixou o Serra à vontade para escolher, dentro do DEM, quem, é o melhor.
iG – Como foi a conversa com a Valéria? Foi o presidente Rodrigo Maia que conversou com ela?
Pires Franco – Foi uma reunião da Executiva do partido, há cerca de 10 dias. Ela foi comunicada e chamada a Brasília. Aconteceu logo depois da pesquisa do Ibope em que a Valéria apareceu com 48%.
iG – O que a Executiva falou com ela?
Pires Franco – O Rodrigo disse que, com essa negativa do Aécio, o DEM iria propor que saísse do partido o nome do vice. E o que partido estava escolhendo alguns nomes. Então, escolheram dois homens e uma mulher. Não houve discussão de estratégia. Foi só uma apresentação de nomes.
iG – Como a Valéria recebeu a notícia de que seria indicada vice de Serra? Fico lisonjeada?
Pires Franco – Claro que sim. Mas ficou mais assustada e quase à beira de um ataque de nervos porque ela não esperava realmente. Estava preparada para disputar o Senado. Então, ela se assustou porque é uma coisa nova. Mas ela disse que o nome dela ficava à disposição do partido.
iG – Se o Serra convidar ela vai aceitar?
Pires Franco – Mas a gente reza para que ele não convide. Ela prefere ficar aqui no Pará.
iG – Mas Simão Jatene, candidato ao governo pelo PSDB, não quer que ela dispute o Senado. Prefere que ela seja a vice na chapa dele.
Pires Franco – Porque ela tem os mesmos números na pesquisa que ele. Somaria muitos votos. Ela é o Aécio do Jatene. O Aécio não quis [ser o candidato a vice] para ser o candidato ao Senado, não é? Ela está querendo também candidata ao Senado. E ela será , independentemente da aliança que fizer.
iG – Surgiu a possibilidade, inclusive, de ela sair candidata ao Senado numa chapa com o PT?
Pires Franco – Surgiu. O PT está querendo fechar com ela. Ontem [quarta-feira], recebemos um convite da governadora Ana Júlia (PT) para conversar com ela e para fechar.
iG – O que o senhor acha disso?
Pires Franco – Não tenho uma opinião formada. Acho que a gente tem de esgotar o máximo das negociações com nossos aliados históricos. Para manter uma coerência no nosso discurso. Agora, não podemos ficar isolados. Não podemos aceitar é veto [do PSDB e de Simão Jatene].

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