Para o líder governista, é necessário começar desde já a discussão da proposta de orçamento da União para 2011

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Um dia depois da vitória de Dilma Rousseff (PT) na disputa pela sucessão presidencial, o líder do governo na Câmara, Candido Vaccarezza (PT-SP), traçou os pontos prioritários para votação na Casa até o final do ano. Para o líder governista, é necessário começar desde já a discussão da proposta de orçamento da União para 2011 e votar o projeto que define o marco regulatório do pré-sal, além de 12 medidas provisórias (MPs) que trancam a pauta da Câmara.

Vaccarezza reconheceu que o calendário é apertado, já que serão apenas 11 dias de votação, considerando a tradição dos deputados de votarem apenas nas terças e quartas-feiras, até o recesso parlamentar de dezembro. Ele afirmou que conversará com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, para definir outros projetos de interesse do governo que deverão ser colocados em votação antes do final do ano.

O líder ressaltou a importância da aprovação do projeto do pré-sal, mas lembrou que o orçamento não pode deixar de ser votado este ano. O petista afirmou que vai procurar lideranças da oposição para saber da disponibilidade dos partidos sobre as votações na Casa. As 12 MPs poderão ser um grande obstáculo, porque elas permitem manobras regimentais de obstrução, dificultando a aprovação dos projetos.

Disposto a assumir a presidência da Câmara no próximo ano, o líder do governo na Casa, Cândido Vaccarezza, disse que o PT quer que a escolha do novo titular seja de consenso com o PMDB, cujo líder Henrique Eduardo Alves (RN) também é cotado para vaga. "Não deve haver disputa entre PT e PMDB", disse Vaccarezza, do PT de SP.

Ontem, Vaccarezza e o líder do PMDB conversaram longamente no encontro que tiveram em um hotel em Brasília, onde a presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), fez o pronunciamento da vitória. "Quero ser um elemento de composição de acordo e de ajuda", disse Vaccarezza. O líder admite que o nome dele não é consenso no PT e que existem outros candidatos. Segundo ele, até o final de novembro o PT escolherá o nome do partido para a presidência da Câmara.

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