Tumulto marca visita de Serra a São Bernardo do Campo

Superlotação dentro de padaria acaba em estufa quebrada e desentendimento entre segurança e cinegrafista de TV

Nara Alves, iG São Paulo |

Um tumulto envolvendo jornalistas, militantes e a equipe de segurança do candidato do PSDB à Presidência, José Serra , marcou a visita do tucano a São Bernardo do Campo, no ABC paulista, na tarde desta terça-feira. Ao entrar em uma padaria no centro da cidade, Serra atraiu uma multidão, que derrubou a estufa de vidro do estabelecimento e houve um problema na rede elétrica, o que deixou o estabelecimento sem luz.

Agência Estado
Segurança de Serra segura cinegrafista
A confusão terminou em agressão física entre um cinegrafista de TV e um policial militar que faz a segurança de Serra. Para conseguir uma melhor imagem dos candidatos, alguns cinegrafistas subiram nas mesas. Seguranças do candidato tucano pediram para que eles descessem e houve um desentendimento. No empurra-empurra, uma jornalista foi ferida no braço, mas não chegou a precisar de atendimento médico.

Além de Serra, também estavam na padaria o candidato tucano ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, o candidato ao Senado pelo PSDB, Aloysio Nunes Ferreira, o deputado estadual e candidato à reeleição Orlando Morando (PSDB) e outras lideranças locais. Um cordão de isolamento foi feito pela equipe de segurança para que os candidatos pudessem deixar a padaria.

A assessoria de Nunes Ferreira informou que já foi comprada uma estufa nova, no valor de R$ 625,  para substituir o equipamento quebrado durante a confusão.

Visita a clínica

Após a confusão na padaria, o presidenciável tucano visitou uma clínica de reabilitação de dependentes químicos em São Bernardo. No local, Serra voltou a defender que o Ministério da Saúde pague médicos e clínicas especializadas no caso de tratamento de dependentes químicos e de pessoas com doenças mentais. “Eu, como presidente da República, vou criar uma rede nacional de atendimento aos dependentes do crack e da cocaína, como eu fiz com a AIDS”, afirmou. O candidato voltou voltou a dizer que o governo federal não investe em clínicas especializadas. “O governo federal não executou nem 20% do orçamento antidrogas”, afirmou.

Além dos candidatos Alckmin e Nunes Ferreira, Serra também estava acompanhado do médico Ronaldo Laranjeiras, coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas, da Universidade Federal de São Paulo. A visita durou menos de 10 minutos e teve de ser encurtada por causa da confusão na padaria.

Ato falho

Em um ato falho, Serra disse que “nós inauguramos hoje” um grande ambulatório médico. Em seguida, corrigiu: “Ou melhor, o governador Alberto Goldman inaugurou hoje um grande ambulatório médico de especialidades para tratamento de saúde mental".

"Tititi"

Serra se recusou a fazer comentários sobre eventuais problemas entre tucanos e democratas veiculados na imprensa. "Olha, o tititi não acaba, 'tá bom? Obrigado", disse Serra encerrando a entrevista. Ele foi questionado por jornalistas sobre reportagem publicada no jornal O Estado de S.Paulo que afirma que Serra e o presidente do DEM, Rodrigo Maia (RJ), teriam rompido relações.

Sobre a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de assinar um decreto para que o Brasil cumpra as sanções das Nações Unidas impostas contra o Irã, Serra declarou: "Finalmente aderiu? Eu acho bom. Finalmente."

Serra ainda afirmou que não assistiu à entrevista concedida por sua adversária, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff , ao Jornal Nacional da TV Globo na segunda-feira.

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