Tuma é enterrado em SP com cortejo dos bombeiros e salva de tiros

Senador foi velado por quase 20 horas na Assembleia Legislativa de São Paulo

Rodrigo Rodrigues, iG São Paulo |

Depois de quase 20 horas de velório, o corpo do senador Romeu Tuma (PTB-SP) foi enterrado nesta quarta-feira no Cemitério São Paulo, na Zona Oeste de São Paulo. Após a saída da Assembleia Legislativa de São Paulo, o corpo do senador seguiu para o cemitério em carro aberto dos bombeiros, com um longo cortejo de autoridades, amigos e parentes do senador morto.

O corpo chegou ao cemitério pouco depois das 15h00. Diversas autoridades da cúpula da Polícia de São Paulo e da Polícia Federal estiveram no sepultamento. Antes do enterro, os familiares do senador fizeram uma cerimônia religiosa restrita na capela do cemitério. A única autoridade fora da família que participou da oração foi a esposa do candidato José Serra (PSDB), Mônica Serra, que representava o marido. A candidata Dilma Rousseff (PT), por sua vez, enviou o vice Michel Temer (PMDB-SP) para representá-la no velório na manhã desta quarta.

Agêcia Estado
A viúva e os filhos de Romeu Tuma acompanham salva de tiros
No caminho para o túmulo, o corpo do senador foi saudado por uma salva de tiros do 3° Batalhão de Choque da PM, conhecido como Batalhão Militar Humaitá. As honras são concedidas apenas a autoridades, parlamentares ou atletas e artistas com grande representatividade no Brasil. O caixão do senador estava coberto por uma bandeira do Brasil.

Durante o sepultamento, os quatro filhos de Romeu Tuma e a esposa dele, d. Zilda, estavam muito emocionados. O filho mais velho do casal, Romeu Tuma Jr. (Tuminha), que leva o nome do pai, disse aos prantos que o senador era "um dos poucos homens do País que mereciam ser enterrado de pé”.

O filho caçula, Robson Tuma, ex-deputado federal, também estava muito emocionado e durante todo o velório não saiu do lado do caixão do pai. No momento do sepultamento, afirmou que “a memória do pai será eterna”.

Causa da morte

Após quase 16 anos no Senado Federal, Romeu Tuma (PTB) morreu nesta terça-feira em virtude de falência múltipla dos órgãos. O parlamentar estava internado há quase dois meses e evoluiu de um quadro de faringite para complicações cardíacas graves. Há doze anos ele sofria do coração e chegou a sofrer um infarte na tribuna do Senado, em Brasília.

O senador era acompanhado pelo filho do meio, Robson Tuma, médico do Hospital Sírio Libanês, e também sofria de diabetes. Mesmo internado, Romeu Tuma se manteve na disputa pela reeleição no Senado e chegou em quinto lugar na disputa, conquistando 4 milhões de votos.

Em entrevista coletiva na última terça-feira, o filho do senador falecido disse, porém, que o pai morreu sem saber que não tinha sido reeleito. No sábado antes do primeiro turno das eleições, Romeu Tuma sofreu uma cirurgia para colocação de um coração artificial e permaneceu inconsciente nos últimos 23 dias de vida. Apesar do coração ter funcionado plenamente nesse período, o senador paulista teve complicações renais, que evoluíram para uma infecção intestinal e à falência de múltiplos órgãos. Romeu Tuma deixou quatro filhos, nove netos e uma bisneta.

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