TSE suspende inserção de Serra por falta de dados

Justiça verificou que os dados referentes à pesquisa foram apresentados de forma que dificultava a leitura

Agência Estado |

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O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Joelson Dias julgou procedente representação apresentada pela coligação "Para O Brasil Seguir Mudando", que apoia a candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT), contra a coligação "O Brasil Pode Mais", do candidato José Serra (PSDB). A coligação de Dilma alega que, no dia 12 de outubro, em inserções da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, a coligação de Serra divulgou resultado de pesquisa, supostamente realizada pelo Datafolha, sem registrar, com clareza, as informações exigidas pelo TSE.

Com sua decisão de mérito, o ministro Joelson Dias confirmou a medida liminar que havia dado para interromper a exibição da inserção impugnada.

O artigo 14 da Resolução número 23.190 do TSE estabelece que, "na divulgação de pesquisas no horário eleitoral gratuito devem ser informados, com clareza, o período de sua realização e a margem de erro, não sendo obrigatória a menção aos concorrentes, desde que o modo de apresentação dos resultados não induza o eleitor a erro quanto ao desempenho do candidato em relação aos demais".

O ministro informa que, ao analisar o conteúdo da mídia anexada ao processo, verificou que, nas inserções veiculadas na televisão, os dados referentes à pesquisa foram apresentados de forma que dificultava a leitura. "Deferi medida liminar para que fosse suspensa a exibição das inserções impugnadas e determinei que a representada se abstivesse de indicá-la nos seus mapas de mídia, até que fossem informados, com clareza, os dados exigidos pelo artigo 14 da citada resolução", lembra o ministro Joelson Dias.

Em sua decisão, o ministro afirma que quando o TSE, em julgamento de uma outra representação, dispensou, em inserções de 15 segundos, no rádio, a obrigatoriedade de identificar a coligação e os partidos que a integram, "o fez por entender não ser razoável reduzir o tempo dedicado à propaganda eleitoral". "Porém, no caso de divulgação de pesquisas, a indicação dos dados, com clareza, não configura mera exigência formal, estranha ao conteúdo da propaganda, mas diz com a essência própria da mensagem e sua inequívoca aptidão para influenciar o eleitor", ressalta o ministro. O ministro determinou que a coligação se abstenha de divulgar a inserção enquanto não informar os dados exigidos.

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