TSE responde até quinta-feira sobre coligações ao Senado

Em consulta ao órgão, parlamentar do PV quer saber se partidos devem respeitar as alianças aos governos estaduais

Flávia Salme, especial para o iG |

A expectativa dos partidos políticos de lançar candidatos próprios ao Senado em vez de seguir as coligações fechadas nas disputas aos governos estaduais pode chegar ao fim até quinta-feira (10). Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) devem avaliar, até lá, a consulta do deputado Sarney Filho (PV-MA) que quer saber se a regra que rege a coligação para governo estadual deve valer também para o Senado.

Os verdes enfrentam impasse em seis estados: ES, AC, CE, DF, SC e RJ. No Rio de Janeiro, por exemplo, o partido fechou aliança com PSDB, DEM e PPS, para lançar o deputado Fernando Gabeira ao Palácio Guanabara. Em troca do acordo, o DEM indicou o ex-prefeito Cesar Maia ao Senado e o PPS, o ex-deputado federal Marcelo Cerqueira. Parte do PV, contudo, insiste que a vereadora Aspásia Camargo concorra ao cargo.

“Sem a Aspásia, a Marina perde um palanque aqui no Rio, já que os outros partidos da aliança apoiam o pré-candidato José Serra (PSDB)”, diz o presidente do PV-RJ, vereador Alfredo Sirkis, que deixará a coordenação nacional da campanha de Marina Silva à Presidência para concorrer a uma vaga de deputado federal.

Embora não haja uma regra, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) costuma responder a todas as consultas feitas no período eleitoral até o início das conveções partidárias, que começam na quinta-feira (10). Como as sessões do órgão são realizadas às terças e às quintas-feiras, a resposta pode sair em dois dias. A consulta feita pelo deputado Sarney Filho foi encaminhada na última sexta-feira, mas até agora não entrou na pauta. “Mas pode entrar, se algum ministro pedir urgência”, explica um técnico do órgão.

Consulta anterior

No último dia 11, em resposta ao deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e ao senador Francisco Dornelles (PP-RJ), o TSE afirmou que as legendas coligadas ao governo do estado só podem lançar dois candidatos ao Senado. Assim, nas alianças em que há pelo menos três opções para o cargo, os partidos precisaram optar.

Insatisfeitos, integrantes do PV fizeram a nova consulta a fim de saber se a coligação ao Senado precisa espelhar a da candidatura ao governo. No Espírito Santo, os verdes tentariam lançar o ex-prefeito de Colatina, Guerino Balestrassi; no Acre, onde foi firmada a aliança com PT e PCdoB, com outros nomes para o Senado, a legenda insiste com a candidatura do deputado federal Henrique Afonso.

Se Tribunal Superior Eleitoral admitir que os partidos façam coligações diferentes ao Senado e ao governo estadual, outros partidos além do PV também podem entrar na disputa. Em São Paulo, o PPS ainda pensa em lançar Soninha Francini à vaga. A ex-vereadora ficou fora da disputa, após o apoio de seu partido ao ex-governador Geraldo Alckmim (PSDB). A aliança em torno do tucano, que conta ainda com DEM e PMDB, decidiu indicar o ex-secretário do governo paulista Aloysio Nunes (PSDB) e o ex-governador Orestes Quércia (PMDB) como candidatos da coligação

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