TRE-SP debate segurança para voto dos presos

Coordenadores de 32 unidades prisionais de SP discutiram hoje, em encontro com a diretoria do TRE-SP, a estratégia de segurança

Agência Brasil |

Coordenadores de 32 unidades prisionais do estado de São Paulo discutiram hoje (20), em encontro com a diretoria do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo, a estratégia de segurança para o cumprimento da resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que garante o direito a voto dos presos provisórios (detentos cujos processos ainda aguardam sentença judicial), nas eleições de 3 de outubro.

Segundo o titular da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), Lourival Gomes, essa foi a primeira reunião para tratar das questões logísticas, mas, apesar do “pouquíssimo tempo para a preparação”, ele prevê que não haverá problemas para a realização do pleito no interior dos presídios. “Estamos preparados para o processo eleitoral nas unidades que elencamos”.

Ele informou que as unidades foram classificadas em três faixas: a primeira é a que oferece total tranquilidade em termos de infraestrutura; outra em que os locais requerem cuidados e adaptações e uma terceira considerada de alto risco.

No encontro, Gomes defendeu que deve haver rigor no processo de seleção para entrada de mesários, fiscais e outras pessoas que estarão atuando nessa tarefa. “Temos que trabalhar com gente que não é bandida e que não tenha ligação com o crime organizado”, disse.

O desembargador Walter de Almeida Guilherme, presidente do TRE-SP, disse que a Corte irá garantir que o preso exerça o seu direito a voto dentro da própria unidade carcerária. Ele informou que ainda não há um número exato de eleitores presos aptos a votar.

Em São Paulo, há cerca de 50 mil detentos provisórios, incluindo policiais e menores da Fundação Casa, dos quais cerca de 20 mil estariam em condições de exercer o direito do voto. Desse total, apenas 7.492 demonstraram interesse em participar da escolha. De acordo com o TRE, está sendo realizado um trabalho de análise de documentos e de outros eventuais empecilhos legais para a definição da população carcerária votante. Esse levantamento deve ser concluído ainda na primeira quinzena de junho.

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