TRE-RJ mantém mandato Clarissa Garotinho na Câmara Municipal

Corte entendeu que filha do casal Garotinho, que concorre à Alerj, "sofreu discriminação" do PMDB e foi obrigada a ir para o PR

Flávia Salme, iG Rio de Janeiro |

A Corte do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) rejeitou, por unanimidade, o processo de cassação do mandato da vereadora Clarissa Garotinho (PR) por infidelidade partidária. A ação foi movida pelo PMDB, em 2008, depois que a parlamentar deixou o PMDB rumo ao Partido Republicano após ser eleita.

Durante a sessão, os desembargadores concluíram que Clarissa "sofreu grave discriminação" do PMDB e foi pressionada a deixar o partido após ser vítima de "clara pressão" de caciques da legenda.

Em nota, o TRE-RJ informou que "ficou comprovado nos autos do processo que Clarissa ficou impedida de utilizar a sigla do partido e foi afastada tanto da Presidência Regional da Juventude do PMDB quanto da 3ª Vice-Presidência do partido, além da liderança da bancada na Câmara".

A vereadora, que concorre a uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), pelo PR, foi defendida pelo advogado Jonas Lopes Neto.

Nesta segunda-feira (23), o pai da vereadora, o ex-governador Anthony Garotinho, escreveu em seu blog que a filha estava sendo vítima de "covardia". "Clarissa não trocou de partido, entrou para o PR, onde é candidata a deputada estadual, por não lhe darem outra alternativa", afirmou. "Com a minha saída do PMDB, Cabral e seus aliados começaram a persegui-la no partido", escreveu o ex-governador.

Em defesa da vereadora, Garotinho ainda argumentou: "Clarissa disse aos dirigentes do PMDB que, em respeito à Lei Eleitoral, ia permanecer no partido. Avisaram-na então que ( ela )  iria ser expulsa e foi proibida de usar a sigla do partido. A mesma lei eleitoral diz que em caso de perseguição política ou discriminação pessoal é permitida a saída de uma sigla partidária sem a perda de mandato. Querem mais perseguição do que essa?", finalizou.

Na semana passada, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou o pedido de suspensão da cassação de Rosinha Garotinho da prefeitura de Campos dos Goytacazes, norte fluminense. Rosinha perdeu o mandado após ser condenada por abuso de poder econômico e uso idenvido dos meios de comunicação nas eleições de 2008.

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