TRE do Amazonas barra ex-prefeito acusado de pedofilia

Contra o ex-prefeito Adail Pinheiro, que foi cassado, pesam ainda acusações de abuso de poder econômico como a compra de votos

Martha Bernardo, iG Amazonas |

O Ministério Público Eleitoral do Amazonas (MPE-AM) pediu ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) a cassação do registro de candidatura à deputado estadual do ex-prefeito Adail Pinheiro (PRP) com base na Lei Ficha Limpa. Ele foi acusado em 2008 integrar uma rede de pedofília e pela compra de votos.Tudo começou em 2008.

No dias mães, o ex-prefeito de Coari (a 363 quilômetros de Manaus) teria promovido uma festa onde foram distribuídos vários brindes, pagos com dinheiro público, conforme o MPE-AM, para beneficiar Rodrigo Alves, então candidato à prefeitura do município de Coari. Ele também foi acusado de integrar uma rede de pedofilia que aliciava meninas para programas com políticos e empresários do Estado.

Pinheiro teve o nome citado em vários depoimentos das investigações da CPI da Pedofilia, presidida pelo deputado federal Magno Malta (PR-ES). Adail Pinheiro depôs em Brasília e negou tudo.Em 2009, foi cassado, considerado inelegível pelo TRE e condenado a pagar multa de R$ 50 mil. O TRE cassou também os mandatos do seu vice-prefeito Leondino Menezes (PTB) e de mais dois vereadores.

Eles recorreram da decisão junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).De acordo com dados publicados no sítio do TSE, o ministro Marco Aurélio negou o recurso de Adail Pinheiro e reafirmou a decisão do TRE-AM. A decisão deverá ser publicada amanhã na página do TSE na internet. O ex-prefeito foi preso em 2009 após mudar de endereço e não informar à Justiça Estadual.


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