Petista foi eleito governador do Acre com 50,50% dos votos, cuja apuração terminou hoje

Agora é oficial. Tião Viana (PT) é o novo governador eleito do Acre. O Estado é a última unidade da Federação a ter seu governador anunciado pelo Tribunal Regional  Eleitoral (TRE-AC) devido a problemas na transmissão de dados em algumas urnas que foram enviadas à região do extremo oeste do Estado.

A totalização dos votos só foi possível nesta segunda-feira, depois que o TRE enviou um helicóptero para buscar as urnas e encaminhá-las para a zona eleitoral mais próxima. Na votação mais apertada da última década e depois de ser aberta a última urna, Tião Viana foi anunciado como o governador eleito do Acre com 50,50% dos votos válidos.

O TRE do Acre não declarou Tião eleito até que fossem checadas todas as urnas que tinham apresentado problemas na transmissão de dados, mas a assessoria do governador eleito, por volta dos 30m de hoje decidiu autodeclarar o Tião eleito.

Para que isso acontecesse, os assessores ligaram para cada fiscal que estava nas seções onde se encontravam as urnas que não haviam sido apuradas pela falha na transmissão de dados e pediam a quantidade de votos que o candidato recebeu.

Calculando os votos de urna a urna, foi possível ter certeza que o adversário tucano, Bocalom (PSDB) não teria mais chances de ultrapassar a quantidade de votos recebida por Tião Viana e assim, o petista foi declarado, pelos seus assessores, como candidato eleito.

Surpresas

Pela primeira vez um governador eleito no Acre não recebeu a maior parte dos votos na capital, Rio Branco. Tião Viana conseguiu eleger-se com o apoio do colégio eleitoral do Vale do Juruá. Os eleitores da região do Vale do Juruá, no extremo oeste do Acre, surpreenderam ao ser a maioria dos votos de Tião porque há pelo menos uma década o PT não representa maioria de votos na região.

O Partido dos Trabalhadores não esperava ter uma vitória tão apertada para o candidato adversário do partido tucano, Bocalom. As pesquisas que eram divulgadas no Acre apontavam que Tião Viana seria eleito em primeiro turno com larga vantagem, que variava entre 10% a 15% de vantagem para o petista.

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